09/05/2016 às 19h01min - Atualizada em 09/05/2016 às 19h01min

Artesãos e produtores familiares do Território Mata comemoram ponto fixo da Economia Popular Solidária

SEGOV - Governo de Minas - Central de Imprensa
A entrega oficial do Kit com 30 barracas para o movimento da Economia Popular Solidária (EPS) da região de Juiz de Fora foi feita no último sábado (07/05), pelo subsecretário da Sedese Antônio Lambertucci, durante a Feira Regional de Juiz de Fora, na Praça Riachuelo.  A Feira é uma realização da Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese), em parceria com o Fórum Mineiro da Economia Popular Solidária, Conselho Estadual de Economia Popular Solidária e Prefeitura de Juiz de Fora.

O subsecretário Antônio Lambertucci destacou o apoio do Governo de Minas ao movimento da EPS. “O atual governo aumentou em 600% os recursos destinados à economia solidária, para compra das barracas e assessoramento à realização das Feiras, uma resposta à luta desse movimento que representa uma alternativa de superação da crise”, afirmou.


 

Oportunidade

Para Antônio Lambertucci, a economia solidária é uma alternativa de enfrentamento da crise sem que os únicos a pagar sejam os trabalhadores. “É uma importante estratégia de diversificação econômica, única maneira que trabalhadores têm de superar momentos de crise porque os benefícios são compartilhados por todos”, afirmou.

É o caso da representante da Associação Mãos que Tecem, que reúne 16 artesãos de Bias Fortes, Cleide dos Santos. Ela tem na economia solidária uma fonte importante de complementação da renda familiar. “Um ponto fixo possibilita a formação de uma freguesia que, ao tomar conhecimento das datas das feiras, já sabe que ali encontrará o artigo que procura e, aos produtores, a certeza de um espaço de venda”, pondera.

A vice-presidente do Conselho Estadual de Economia Popular Solidária (CEEPS), Maria Geralda da Silva Lopes, afirmou que o kit é uma solicitação da economia popular solidária, que há dez anos reivindica maior apoio. “Essas barracas, importantes para a realização da feira, são fruto da luta e uma conquista do movimento. Além disso, o apoio do estado aos empreendimentos, na forma de alimentação e hospedagem aos produtores, significa muito para os produtores regionais”, destacou.

Para a coordenadora regional da EPS, Elisa Bertildes Chaves, integrante do grupo Fazedores de Artes, de Leopoldina, o resgate da cidadania através da economia solidária é o principal resultado do trabalho. “A perspectiva do crescimento pessoal, da produção sustentável com a reciclagem de produtos, a economia solidária como espaço de aprendizagem, troca de saberes, apoio do grupo para vencer as adversidades e forma de crescimento é o que nos motiva a continuar”, esclarece.

Teresinha Lopes Israel e Tereza Rosa de Jesus, da Associação de Mulheres Rurais de Muriaé, que existe desde 1993, avaliam que o kit vai permitir maior conforto e segurança aos artesãos. “É melhor porque temos garantia de um lugar para comercializar nossos produtos”, asseguram.
 
Plano Estadual

O Plano Estadual da Economia Popular Solidária, lançado no ano passado, é resultado da III Conferência Estadual de Economia Popular Solidária (Coees), realizada em junho de 2014, que reuniu diversos segmentos do movimento. O Plano estabelece diretrizes para a consolidação e desenvolvimento da política do setor em Minas Gerais e é ao mesmo tempo uma agenda de execução de propostas e um instrumento de controle social.

O documento reflete as propostas construídas de forma participativa e democrática e foi dividido em quatro eixos - Conhecimento, educação, formação e assessoramento; Produção, comercialização e consumo sustentáveis; Financiamento, crédito e finanças solidárias e ambiente institucional, legislação e integração de políticas públicas.

O diretor de Apoio e Participação Social da Sedese, José Ribeiro Gomes, aponta a Plataforma Cadsol (Cadastro Nacional de Empreendimentos Econômicos Solidários) como uma ferramenta importante para aperfeiçoamento da política e mapeamento dos empreendimentos. Atualmente, Minas possui 1.188 empreendimentos cadastrados, envolvendo cerca de quatro mil pessoas.  “Após análise, os empreendimentos cadastrados no CadSol  recebem a Declaração de Empreendimento Econômico Solidário (DCSOL), documento que facilita o reconhecimento dos empreendimentos para acesso às políticas de apoio à economia solidária, como fomento e financiamento, por exemplo”, explica.

O Governo de Minas Gerais, por meio da Sedese, está investindo R$ 307.229 mil, na organização, estruturação e montagem das feiras. A iniciativa está prevista no Plano Estadual de EPS e no Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG) e integra o Programa de Consolidação da Política de Economia Solidária da Sedese.

Link
Tags »
Notícias Relacionadas »
Comentários »