12/05/2016 às 00h00min - Atualizada em 12/05/2016 às 00h00min

Lei de iniciativa de Ivan Nogueira dá nome de Roque Schettino ao bairro Limoeiro

Homenageado foi vereador em Leopoldina e membro do Movimento Espírita Leopoldinense.

Edição: Luiz Otávio Meneghite
Os vereadores leopoldinenses aprovaram por unanimidade um projeto de lei de iniciativa do parlamentar Ivan Martins Nogueira (foto), atual presidente da Câmara Municipal de Leopoldina, dando o nome de Bairro Roque Schettino ao antigo bairro do Limoeiro, situado entre o trevo rodoviário da BR-116, que dá acesso a Cataguases e o bairro Serra Verde. O texto aprovado pelos vereadores foi sancionado pelo prefeito José Roberto de Oliveira transformando-se na Lei nº 4.323, de 04 de maio de 2016 entrando em vigor no dia 11 de maio, quando foi publicado na edição nº 1.745, do Diário Oficial dos Municípios Mineiros.

Quem foi Roque Schettino

Roque Schettino nasceu em Leopoldina no dia 3 de fevereiro de 1939. Era casado com Vanda Evangelista Schettino, com quem teve três filhos: Rovana Schettino Resende, Giovani Schettino e Giordana Schettino. Tinha seis netos. Líder espírita e ex-vereador, Roque Braz Macário Schettino, faleceu na noite de domingo, 3 de abril de 2015, aos 76 anos de idade completados em fevereiro daquele ano, no Hospital do Câncer da Fundação Cristiano Varella, na cidade de Muriaé onde ele já havia sido internado anteriormente reclamando de dores na coluna e falta de ar. O diagnóstico de câncer chocou sua família e amigos. Mesmo com a gravidade da doença ele chegou a receber alta hospitalar e permaneceu uns dias em sua residência, em Leopoldina, voltando a ser internado no feriado de 1º de maio de 2015 em Muriaé. Seu corpo foi  velado no plenário Serginho do Rock, da Câmara Municipal de Leopoldina, sendo sepultado no Cemitério Público Municipal Nossa Senhora do Carmo, em Leopoldina.


► Roque junto com o então prefeito Márcio Freire entrega títulos de propriedade aos moradores do Limoeiro.

Roque Macário Schettino foi vereador pelo PMDB sendo eleito pela última vez em 2004, quando obteve 806 votos. Nas últimas eleições municipais, em 2012, tentou novamente a vereança não obtendo êxito, alcançando 412 votos e ficando na suplência do Partido. Mesmo assim, ele era presença constante no plenário da Câmara assistindo as reuniões e ouvindo os debates entre os vereadores. Como parlamentar ele sempre se posicionou prioritariamente ao lado das causas sociais. Roque foi um defensor da criação da Guarda Municipal cujo projeto chegou a ser aprovado pela Câmara Municipal de Leopoldina e sancionado pelo prefeito José Roberto de Oliveira em um de seus mandatos anteriores, porém, ser ter nunca ter entrado em prática. Ele também sempre defendeu a recuperação do Centro Social Urbano cujo patrimônio pertence ao Estado de Minas Gerais.

Na área social, ao lado de esposa Wanda, ele foi o idealizador de uma das maiores obras assistenciais de Leopoldina,  com base na Fraternidade Espírita Cristã Seguidores de Jesus, atendendo uma das comunidades mais carentes da cidade, no bairro Limoeiro, desde 1986 quando foi criada a Creche Anita Borela onde, em parceria com a Prefeitura de Leopoldina, que fornece mão de obra educacional, e ajuda da comunidade de Leopoldina, atende crianças até 6 anos de idade. Ele também teve participação ativa na criação da Comunidade Terapêutica Levanta de Novo, erguida na zona rural de Tebas.
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