31/05/2016 às 10h16min - Atualizada em 31/05/2016 às 10h16min

Desvios de 14 milhões no governo Anastasia em Minas, é o que aponta a Promotoria

POR MATEUS COUTINHO E FAUSTO MACEDO
Antonio Anastasia. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Investigação deflagrada a partir da Operação Aequalis culminou nesta segunda-feira, 30, com a prisão do ex-presidente do PSDB de Minas, Nárcio Rodrigues, ex-secretário de Ciência da gestão do relator do impeachment de Dilma no Senado

 O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) investiga a suspeita de desvio de ao menos R$ 14 milhões dos cofres do Estado de Minas Gerais entre 2012 e 2014, durante a gestão Antonio Anastasia (PSDB-MG), atualmente senador e relator do processo de impeachment de Dilma Rousseff no Senado.

A suspeita é de que o valor tenha sido desviados da construção e dos projetos da “Cidade das Águas”, desenvolvida no município de Frutal (MG) pela Fundação Hidroex, vinculada à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado de Minas Gerais.

A investigação veio à tona com a deflagração da Operação Aequalis, que apura o envolvimento de agentes públicos ligados ao estado de Minas Gerais e empresários, brasileiros e portugueses, no esquema de desvio de recursos públicos. A operação levou à prisão temporária de seis pessoas, incluindo o ex-secretário de Ciência Tecnologia e Ensino Superior e também ex-presidente do PSDB em Minas, Nárcio Rodrigues.

Além dele também foram presos, Alexandre Pereira Horta (engenheiro do Departamento de Obras Públicas de Minas Gerais), Luciano Lourenço dos Reis (funcionário da CWP Engenharia Ltda), Maurílio Reis Bretas (sócio administrador da CWP Engenharia Ltda) e do português Hugo Alexandre Timóteo Murcho (Diretor no Brasil da multinacional portuguesa Yser e da empresa Biotev Biotecnologia Vegetal ltda.). Os presos foram conduzidos à Penitenciária Nelson Hungria, na região metropolitana de Belo Horizonte. Dois investigados foram presos em flagrante por posse de arma de fogo e munições. Ainda estão foragidos outros investigados, entre eles o presidente do grupo econômico multinacional português Yser, Bernardo Ernesto Simões Moniz da Maia.

Ao todo, foram cumpridos 27 mandados de busca e apreensão, nos municípios mineiros de Belo Horizonte, Frutal, Uberaba, Conselheiro Lafaiete e São João Del Rei terra natal de Aécio Neves e de seu avô Tancredo Neves, e, ainda, em São Paulo. O material apreendido foi guardado em 84 sacos lacrados, contendo documentos, computadores, aparelhos celulares e mídias digitais.
 
Fonte: Estadão – de 30/05/16

 


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