25/06/2016 às 12h04min - Atualizada em 25/06/2016 às 12h04min

Passeata em Leopoldina mobiliza sociedade para doar sangue

Campanha ‘Junho Vermelho’ reúne diversos segmentos da sociedade para incentivar a população a doar sangue.

Texto e fotos de João Gabriel Baia Meneghite
Assim como vem ocorrendo em várias cidades do país, Leopoldina está iluminando os prédios públicos com lâmpadas vermelhas para lembrar a necessidade de doação de sangue. A situação dos estoques de bolsas é tão crítica em todo o território nacional que o assunto entrou nas manchetes dos telejornais e em cenas de novelas. A adesão de Leopoldina ao ‘Junho Vermelho’ tem o objetivo de incentivar a população a doar sangue e tornar essa prática um hábito na vida do cidadão.

Na manhã deste sábado (25/06), uma grande mobilização ocorreu em Leopoldina, com uma passeata pela Rua Barão de Cotegipe - uma das mais movimentadas ruas do comércio da cidade. Mais de 30 veículos fizeram um comboio, com sirenes ligadas, chamando a atenção da população para o desfile que vinha atrás.

Centenas de pessoas vestidas de branco e vermelho, carregaram bolas e cartazes, com objetivo de conscientizar a população, desfilando ao som de fanfarras. Houve também carros equipados de som, seguidos por grupos de dança como ‘Assum Preto’ e em outros pontos da passeata curtindo o ritmo de ‘Zumba’, da professora Raquel.
Grupo  Pérola Negra
O evento foi organizado pela Secretaria Municipal de Saúde, com a participação das polícias Militar, Civil, Rodoviária, além do Corpo de Bombeiros e SAMU; escolas das redes municipal, estadual e particular de ensino; faculdades; conservatório de música; APAE; clubes de serviço; grupos de dança e segmentos religiosos, entre outros.
O Poder Legislativo foi representado pelo presidente da Câmara Municipal de Leopoldina, o vereador Ivan Martins Nogueira
Segundo Lúcia Gama, Secretária Municipal de Saúde de Leopoldina, foi muito gratificante ver a solidariedade dos diversos segmentos da sociedade que estiveram participando do evento.

Ela comentou ainda que trata-se de uma ação de incentivo à cidadania e à solidariedade. No Brasil, os doadores correspondem a apenas 1,9% da população, mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que 3% a 5% dos habitantes de um país sejam doadores. A situação se agrava no inverno, quando é esperada uma redução no número de doações em cerca de 30%. Hoje, no Brasil, são coletadas anualmente 3,6 milhões de bolsas de sangue, correspondendo a 3,1 milhões de transfusões em ambulatórios e hospitais.

Sangue não se compra em farmácia

A Biomédica Natalia França Bedim disse que é importante  lembrar que “mesmo com os avanços tecnológicos,  ainda não se consegue comprar  o sangue em  farmácia, sendo obtido somente através de doação de forma livre, espontânea e gratuita. A cada doação uma pessoa salva até quatro vidas”, ressalta.

Para doar sangue, é necessário:

-Ter e estar com boas condições de saúde.
-Não ter tido hepatite após os 11 anos de idade.
-Ter entre 16 e 69 anos de idade. Jovens de 16 e 17 anos somente poderão doar se acompanhados dos responsáveis legais ou portando autorização desses, com firma registrada reconhecida em cartório.
-Pesar mais de 50 kg.
-Ter dormido bem na noite anterior à doação.
-Não ter sido exposto a situação de risco acrescido para doenças sexualmente transmissíveis.
-Não ter sido submetido a exame de endoscopia ou broncoscopia nos últimos 6 meses.
-Não ter feito tatuagem ou colocado piercing nos últimos 12 meses.
-Se for doar pela manhã, alimente-se antes. Após o almoço, de um intervalo de 2 horas.

LOCAL: PACE HEMOMINAS - Pólo de Saúde Agostinho Pestana – prédio anexo ao Hospital de Leopoldina – Rua Padre Júlio nº 138

 Da Redação com informações da Secretaria Municipal de Saúde de Leopoldina

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