13/10/2016 às 15h42min - Atualizada em 13/10/2016 às 15h42min

A reforma da Previdência

Hélio Fernandes em seu blog
"Vitorioso" no teto surrealista, e fingindo que governa mesmo, o presidente indireto se volta para o novo objetivo: a reforma, ou melhor, atualização da Previdência. Esse é um assunto sempre na pauta, retirado ou derrotado. Com os mais diversos nomes, sempre foi um dos órgãos mais roubados, naturalmente antes do mensalão e do petrolão.
 
Não foi á falência por causa dos recursos, que fortaleciam obrigatoriamente seu caixa. Os desfalques eram ininterruptos no INSS, corroborados ou negligenciados por ministros-senadores, demitidos por irregularidades, mas que não tinham suas carreiras interrompidas. 
 
E outros Ministros sem tantos títulos, também contribuíram para a ruína do importante provisionador do futuro de milhões de trabalhadores.
 
Que ficaram á beira do precipício da não aposentadoria. Por causa da roubalheira do dinheiro recolhido. E dos privilégios e vantagens concedidos a personagens poderosos. Como o próprio presidente indireto, em plena atividade do não fazer. Mas do receber. Com duas aposentadorias altamente remuneradas e no caminho da terceira.
 
O Ministério da Previdência teve a sorte de 2 ministros acima de qualquer suspeita. Corretíssimos e excelentes administradores. Waldir Pires e Rafael de Almeida Magalhães. Os dois, deputados, que saudades, fui intimissimo deles. Que contraste com a quase totalidade da Câmara de hoje. O edifício da Previdência se chama Waldir Pires, poderia ter também o nome do Rafael.
 
Começaram a trazer a Previdência para as manchetes, com o comprovado aumento da durabilidade. As pessoas estão vivendo muito mais, descobriram que seria necessária modificação no sistema. Foram fazendo testes e experiências, nada em profundidade ou com resultados realmente proveitosos.
 
Temer quer aprovar o teto da Previdência
 
Ao viajar pela quarta vez para o exterior, deixou a advertência ou recado: "Assim que chegar, começarei a cuidar da reforma da Previdência, espero aprová-la ainda em 2016". Esse é o verdadeiro fracasso anunciado, de forma imprudente e imprevidente. Os caminhos com dificuldades dezenas de vezes com mais obstáculos do que a imposição do teto de gastos.
 
Tem que enfrentar problemas os mais diversos. E mesmo que consiga suplantá-los, a vitoria ou a consolidação do sistema, ainda estarão distantes. Enquanto viaja, começou a receber ajuda do ex-presidente FHC. Salvo do impeachment, que seria obrigatório, pelo presidente da Câmara, o próprio Michel Temer, ontem, em entrevista, tentou retribuir.
 
Traduzindo: o ex-presidente confessou que tentou fazer a reforma da Previdência, sem sucesso. Apesar do então presidente da Câmara ter contribuído com sugestões, "inovadoras e surpreendentemente positivas". FHC tentou "calçar o caminho de Temer, mostrando que ele conhece o assunto". Pode conhecer, mas tem que vencer problemas majestosos. 
 
Não só visíveis no limite da idade para a aposentadoria. Como por exemplo, os privilégios inomináveis do Congresso, e de outros setores poderosos e inatingíveis. Altamente beneficiados.
 
O jornalista Elio Gaspari citou nominalmente, parlamentares que recebem aposentadorias suntuosas. Deputados se aposentam com salário integral, apenas com 2 mandatos, 8 anos. Senadores com 1, os mesmos 8 anos. São mais de 600.
 
Imaginem o custo. 
 
O próprio Temer, recebe 33 mil mensais de aposentadoria ha muito tempo. E agora, mais 35 mil, como presidente indireto. Se ele abrisse mão desses 33 mil, talvez a repercussão favorecesse a reforma. E ainda existem os juízes, que afastados por irregularidades, se aposentam com salários integrais.

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