21/10/2016 às 18h16min - Atualizada em 21/10/2016 às 18h16min

Software auxilia em realização de exame mais barato para detecção de câncer de mama

A termografia já vem sendo utilizada para detectar possíveis alterações no corpo humano, inclusive em relação ao câncer.

Exemplo de termografia
Um projeto inovador do Campus Rio Pomba ajudará a salvar vidas de muitas mulheres no futuro. Está sendo desenvolvido no Departamento Acadêmico de Ciência da Computação um software para exame de prevenção de câncer de mama por meio de imagem infravermelha, que apresenta informações sobre o calor do corpo. De acordo com o professor Lucas Lattari, que está à frente do projeto, este tipo de exame é mais barato que uma mamografia tradicional e não causa incômodo à paciente. “Para se ter uma ideia, é possível tirar foto diretamente sobre a roupa para se fazer essa análise. Na mamografia, é preciso tirar a roupa e pressionar o seio sobre o mamógrafo. Sem falar que a própria radiação da mamografia causa câncer, fato este que não ocorre com infravermelho”, explica. Além de Lucas, também faz parte da equipe de desenvolvimento o estudante do curso de Ciência da Computação, Matheus Baffa.

A termografia já vem sendo utilizada para detectar possíveis alterações no corpo humano, inclusive em relação ao câncer. Uma câmera infravermelha “fotografa” a pessoa, apresentando variações de cores de acordo com a temperatura interna. Para cada área, há uma definição de temperatura considerada normal. Áreas com alterações são facilmente visualizadas. De acordo com especialistas, este tipo de exame pode identificar o desenvolvimento de câncer antes mesmo dos exames anatômicos, como o de apalpar as mamas.

O diferencial do projeto desenvolvido em Rio Pomba é o programa de análise deste exame. Lucas e Matheus estão desenvolvendo um software que separa automaticamente apenas a imagem da mama do restante do corpo e, em seguida, informa os dados que podem levar à interpretação de uma possível anomalia. “Atualmente, essa separação é feita de forma manual no computador pelo profissional de imagem”, lembra Lucas. Matheus explica que a identificação do desenvolvimento de alguma doença é avaliada pela assimetria de temperatura entre uma mama e outra. A ideia é que o software auxilie na “leitura” das imagens. “Este é um método mais rápido. O resultado pode ser visto no mesmo instante”, explicou o aluno. “A partir do infravermelho, o médico poderá solicitar exames mais complexos para finalizar o diagnóstico”, completa Lucas.

Eles ressaltam que a adoção deste tipo de exame reduzirá tempo e dinheiro gastos com a identificação da doença, acelerando o início do tratamento. “O equipamento custa cerca de 10 vezes menos que o de uma mamografia”, reforça o estudante. Ele acredita que, num futuro breve, o exame poderá ser feito até mesmo com uma câmera de celular. “Já estão realizando testes com este tipo de material”.


Resultado segmentacão

Contato com outras instituições

Lucas e Matheus mantêm contato com outras instituições que também vêm se aperfeiçoando em softwares de análise de infravermelho, como Universidade Federal Fluminense (UFF) e a de Pernambuco (UFPE). “Utilizamos o banco de imagem mastológicas deles para realizarmos nossas análises, já que não temos a câmera”, ressalta Lucas. De acordo com os testes, o software apresenta 96% de acerto na separação da área da mama, considerado um índice altíssimo. Para a equipe do Campus Rio Pomba, o diferencial é que o projeto é desenvolvido em nível de graduação, enquanto nas demais universidades são de mestrado e doutorado.

Para se dedicar ao projeto, Matheus não se limita aos estudos voltados para a área de computação. Ele tem pesquisado sobre o desenvolvimento do câncer de mama, diagnósticos e tratamentos. Além de ler artigos científicos, também participa de cursos. Um deles foi feito na Universidade de Yale, nos Estados Unidos. “Foi um curso online que contou com a participação de profissionais do mundo todo. Ao final, cada um dos alunos tinha que apresentar suas considerações a respeito do curso. Apresentei o que estamos desenvolvendo aqui. Todos acharam muito interessante”.

 
Fonte: Lidiane Aparecida Silva de Souza-IF Sudeste Câmpus Rio Pomba
 
   
 
 
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