23/11/2016 às 14h03min - Atualizada em 23/11/2016 às 14h03min

Nível de desocupação chega a 11,2% em Minas Gerais

A taxa composta, de subutilização da força de trabalho, foi de 20,6% no 3º trimestre

Mara Bianchetti - Diário do Comércio
A taxa composta da subutilização da força do trabalho somou 20,6% no 3º trimestre em MG, um contingente de 2,39 milhões de pessoas.(Alisson J. Silva)
A taxa de desocupação de Minas Gerais encerrou o terceiro trimestre de 2016 em 11,2%, a maior da série histórica (iniciada em 2012) para o período. Mas, de acordo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quando considerada a taxa composta da subutilização da força de trabalho – que agrega a taxa de desocupação, taxa de subocupação por insuficiência de horas e da força de trabalho potencial –, este número é ainda maior: 20,6%, chegando a 2,39 milhões de pessoas.
 
A taxa composta de Minas (20,6) situou-se um pouco abaixo da estimada para o Brasil, em 21,2%, no último trimestre. Nos três meses anteriores (abril, maio e junho) o Estado apresentou taxa de 21,1% e, no mesmo trimestre do ano passado, de 19,8%.
 
Os dados fazem parte de um novo levantamento do IBGE, cujo objetivo é enriquecer as análises sobre oferta e demanda no mercado de trabalho. Entre os novos indicadores, destacam-se aqueles que visam medir a subutilização da força de trabalho. Integram, ainda, um conjunto de indicadores sobre horas trabalhadas, empregadores e contas próprias com CNPJ, entre outros.
 
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De acordo com o economista do IBGE Minas, Gustavo Fontes, é preciso considerar outros fatores que não somente a taxa de desocupação para traçar perfis sobre o mercado de trabalho em todo o País, principalmente em um contexto como o atual.
 
Em relação à subutilização da força de trabalho, por exemplo, ele destaca que são identificados três componentes mutuamente exclusivos: subocupados por insuficiência de horas trabalhadas; desocupados; força de trabalho potencial.
 
“Os subocupados por insuficiência de horas trabalhadas são aquelas pessoas com uma jornada inferior a 40 horas semanais que gostariam de trabalhar mais. E a força de trabalho potencial é formada por pessoas que realizaram busca efetiva por trabalho, mas não se encontravam disponíveis para trabalhar; e por aquelas que não realizaram busca efetiva por trabalho, mas gostariam de ter uma atividade e estavam disponíveis”, explica.

Ainda no terceiro trimestre, a população ocupada chegou a 9,757 milhões contra 9,778 milhões do período imediatamente anterior. Já a população desocupada chegou a 1,231 milhão de pessoas no último trimestre, enquanto no anterior foi de 1,2 milhão de trabalhadores.

Fontes lembra que do total 9,76 milhões de pessoas ocupadas entre julho e setembro, em Minas Gerais, 542 mil pessoas eram consideradas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas, estimativa inferior à observada no trimestre anterior (602 mil). Assim, no Estado, 5,6% do total de ocupados apresentavam-se subocupados por insuficiência de horas trabalhadas.
 
Além disso, 617 mil pessoas integravam a força de trabalho potencial (pessoas que gostariam de trabalhar, mas não procuraram trabalho, ou que procuraram, mas não estavam disponíveis para trabalhar). Somando-se aos 1,23 milhão de desocupados, chega-se a 1,85 milhão de pessoas nestas duas condições.
 
Por fim, a jornada média semanal de horas habitualmente trabalhadas em Minas Gerais ficou em 39,5 horas, próximo do estimado para o Brasil (39,2 horas).
 
 
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