13/12/2016 às 20h30min - Atualizada em 13/12/2016 às 20h30min

Hemominas aprimora gestão interligando toda a rede por videoconferências

Análise Crítica de Memoriais no Planejamento Estratégico, com participação ampla de gestores e servidores, visa à melhoria da qualidade na prestação de serviços

Agência Minas
A Fundação Hemominas, responsável por mais de 90% das transfusões realizadas em Minas Gerais, vem aprimorando a gestão, ao longo dos últimos anos, para manter o nível de excelência no atendimento à população. Em 2016, o uso das videoconferências tornou ainda mais ágil a tomada de decisões pela diretoria.

Como resultado, há melhorias nas instalações, nos recursos humanos e, consequentemente, nos serviços prestados aos pacientes e doadores.

A Hemominas possui sete hemocentros em cidades-polo (Belo Horizonte, Governador Valadares, Juiz de Fora, Montes Claros, Pouso Alegre, Uberaba e Uberlândia), além de hemonúcleos, unidades de coleta e transfusão, postos avançados de coleta externa e cerca de 350 entidades conveniadas, abrangendo 350 municípios.

Por meio de videoconferências, toda a rede é interligada. Presidência, vice-presidência, diretorias, assessorias, coordenadores, gerentes técnicos, gerentes administrativos e servidores do Núcleo Local de Qualidade, de cada unidade, são reunidos em uma mesma plataforma, ampliando a participação nas análises críticas dos memoriais das unidades.

O que nos anos anteriores era feito em reuniões presenciais somente com o coordenador da unidade da capital, agora foi ampliado em termos de envolvimento também das gerências e dos núcleos locais da qualidade.

A análise dos memoriais foi realizada por videoconferência com os hemocentros de Uberlândia, Uberaba e Montes Claros; o Hemonúcleo de Divinópolis e a Unidade de Coleta de Poços de Caldas. As demais unidades, durante o primeiro semestre de 2017, também passarão a ter os seus memoriais de 2015 e 2016 analisados por videoconferências.

“As videoconferências têm sido muito produtivas e vieram facilitar o processo de análise crítica e o alinhamento de ações para solucionar problemas e propor melhorias. É um momento de interação e discussão entre a alta direção da Hemominas e as coordenações das unidades, que estão na linha de frente da hemoterapia no estado”, ressalta Júnia Cioffi, presidente da Fundação Hemominas.

A proposta, com o uso da ferramenta, é fazer a avaliação do período passado para ver o que foi feito, as dificuldades enfrentadas e elaborar os planos de ação para melhoria dos resultados e melhor atendimento ao cidadão.

Segundo Jussara Barbosa, responsável pelo Escritório de Processos da Diretoria de Atuação Estratégica da Fundação Hemominas, os impactos da gestão da qualidade e, especialmente, das análises dos memoriais de cada unidade, são muito positivos.

“Os detalhes e necessidades de cada unidade são discutidos e as propostas para o período seguinte são acordadas. Isso impacta nos pacientes, nos doadores, nas negociações externas para conseguir avanços. Fica evidenciado a evolução do processo interno e de como a Fundação Hemominas faz muita coisa com pouco, voltada para a sociedade”, afirma Jussara.

Ampliação em Montes Claros

Durante a videoconferência realizada para análise do memorial de 2015 do Hemocentro de Montes Claros, o coordenador da unidade José Geraldo Soares Maia, relatou que as dificuldades enfrentadas, como a área física e recursos humanos, por exemplo, exigiu criatividade e remanejamento interno para não prejudicar o atendimento direto a doadores e pacientes.

Contudo, o Hemocentro de Montes Claros, em 2016, acolheu em seu espaço físico a equipe administrativa do MG Transplantes local, demonstrando habilidade gerencial e comprometimento com a saúde pública sistêmica em âmbito estadual. A unidade é a única instituição da região que atende pacientes com doença falciforme.

Segundo Maia, em 2017 a atenção estará voltada para a recomposição do quadro de profissionais e a reforma do Hemocentro, que vai ter impacto na recepção, sala de coleta e ambulatório, ficando já alinhado o início das obras com uma reunião entre a empresa licitada, a Gerência de Infraestrutura da Diretoria de Atuação Estratégica e a coordenação da unidade. 

Para Jussara Barbosa, a participação de todos na gestão da qualidade é o que faz com que as melhorias sejam realidade. Ela ressalta que as unidades que mantêm canais abertos de diálogo entre coordenação e servidores são as que mais se destacam na implementação das melhorias e do nível de satisfação com o trabalho.

Análises críticas

Esse é o propósito das análises críticas, realizadas hoje por videoconferência, como uma das etapas da gestão da qualidade.  É planejando, executando, verificando e atuando nas não conformidades é que a instituição pode alcançar suas metas.

A análise crítica dos memoriais faz a verificação do desempenho anual de cada unidade nos objetivos e metas; no resultado de auditorias da qualidade; na realimentação dos cidadãos como foco principal da instituição; no desempenho dos processos e da conformidade dos produtos e serviços oferecidos à população no SUS; no desempenho ambiental da organização; na situação das ações corretivas e preventivas; nas mudanças de cenários que podem afetar o sistema de gestão da qualidade; na mudança de circunstâncias, incluindo requisitos legais; nas recomendações para melhoria; na necessidade de recursos, entre outros aspectos da vida institucional.
 
 
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