17/12/2016 às 20h21min - Atualizada em 17/12/2016 às 20h21min

Governo Temer dificulta ainda mais o acesso ao ensino superior no Brasil

Congelamento da ampliação de vagas nas universidades federais faz parte da PEC 55 já em vigor

Michel Temer e o ministro José Mendonça Bezerra Filho.
O Ministério da Educação divulgou no último dia 8 de dezembro o congelamento da ampliação de vagas em universidades federais em todo o país nos próximos dois anos. A medida, que faz parte do congelamento dos gastos públicos proposto na PEC 55 aprovada pelo Congresso Nacional, deixará o país ainda mais distante do Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê uma taxa de matrícula de 50% da população entre 18 e 24 anos. Em 2014, a taxa era de apenas 34,2%.

Atualmente, as instituições federais são responsáveis por mais de 60% das matrículas de alunos de graduação na rede pública de ensino superior. Para 2017, o governo federal prevê cortar até 45% dos recursos previstos para investimentos em universidades federais.

A medida austera poderá dificultar ainda mais o acesso ao ensino superior no Brasil. Atualmente, segundo relatório da OCDE, apenas 14% da população brasileira adulta tem diploma superior, menos da metade da média de países desenvolvidos, e menos que ⅓ dos países com PIB per capita semelhante ao do Brasil, como Chile e Colômbia.

Para democratizar o acesso ao ensino superior, muitas faculdades particulares vêm oferecendo bolsas de estudos aos alunos, pois assim, além de realizar o sonho de cursar o ensino superior, as instituições preenchem vagas que ficariam ociosas muitas vezes por falta de capacidade dos alunos de pagarem o valor integral.

Pensando nisso, o site Quero Bolsa ( https://querobolsa.com.br/ ) reúne bolsas de estudos em mais de 800 faculdades de todo o país, e desde 2012 já ajudou mais de 85 mil alunos a entrarem no ensino superior com descontos que chegam a 75%.


 
Fonte: Emeline Domingues | NR-7 Comunicação- Executiva de Atendimento
 
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