29/12/2016 às 21h18min - Atualizada em 29/12/2016 às 21h18min

Desemprego não cede e atinge mais de 12,1 milhões de trabalhadores

Mercado fica estagnado no trimestre fechado em novembro. Em 12 meses, país perde 1,9 milhão de vagas e tem 3 milhões de desempregados a mais. Rendimento fica estável

Rede Brasil Atual

São Paulo – A taxa de desemprego no Brasil atingiu 11,9% no trimestre encerrado em novembro, a mais alta da série da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. Segundo o IBGE, que divulgou os resultados na manhã desta quinta (29), houve "estabilidade estatística" em relação ao período junho/agosto (11,8%), mas a taxa cresceu 2,9 pontos em 12 meses – em novembro de 2015, era de 9%. O total estimado de desempregados chegou a 12,132 milhões, 108 mil a mais no trimestre (0,8%, dentro da margem de estabilidade) e 3,018 milhões a mais em um ano, crescimento de 33,1%.

O total de ocupados (90,210 milhões) ficou estável ante agosto (variação de 0,1%) e caiu 2,1% em 12 meses, com perda de 1,941 milhão de postos de trabalho. Já a força de trabalho variou 0,2% e 1,1% (mais 1,076 milhão), respectivamente. O acréscimo de 3,018 milhões de desempregados equivale, com arredondamento, à soma da vagas perdidas (1,941 milhão) e do número a mais de pessoas (1,076 milhão) no mercado.

Os empregados no setor privado com carteira assinada somaram 34,075 milhões no trimestre encerrado em novembro. Esse número mostra estabilidade ante agosto e perda de 3,7% em 12 meses, o equivalente a menos 1,323 milhão de vagas formais.

O total de empregados sem carteira (10,450 milhões) cresceu 2,4% e 3,5%, com mais 246 mil e 350 mil pessoas, respectivamente. E os trabalhadores por conta própria, estimados em 21,938 milhões, reduziram-se em 1,3% no trimestre (menos 297 mil) e em 3% em um ano (menos 673 mil).

Entre os setores, em relação a novembro do ano passado, a indústria perdeu 1,026 milhão postos de trabalho, queda de 8,2%. A construção fechou 702 mil vagas (-9%) e a agricultura/pecuária, 438 mil (-4,7%). O setor de comércio e reparação de veículos ficou estável (-1%, ou menos 178 mil ocupados). Entre os serviços, o segmento de alojamento/alimentação cresceu 7,8% em 12 meses, com abertura de 346 mil vagas.

Estimado em R$ 2.032, o rendimento médio dos ocupados manteve-se estável na comparação com o trimestre anterior e também em um ano, com variações de 0,2% e -0,5%, respectivamente. Já a massa de rendimentos (R$ 178,859 bilhões) variou 0,3% ante agosto e caiu 2% em 12 meses. Isso equivale a uma perda de R$ 3,736 bilhões no período.

País perde quase 117 mil vagas em novembro e 858 mil no ano
Apenas o comércio abriu postos de trabalho no mês passado, quase todos no varejo. Em 12 meses, foram eliminados 1,47 milhão de empregos com carteira

São Paulo – Em novembro, foram eliminadas 116.747 vagas com carteira assinada, segun do o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado hoje (29) pelo Ministério do Trabalho. O ritmo se mantém negativo há 20 meses. Só neste ano, o mercado formal acumula 858.333 postos de trabalho fechados, queda de 2,16%  no estoque. Em 12 meses, o total de empregos cortados soma 1.472.619 (-3,65%), com aproximadamente 16,3 milhões de demissões e 14,8 milhões de contratações.

O único setor a abrir vagas no mês passado foi o do comércio: 58.961 (0,66%), sendo quase todas (57.528) no varejo, como provável reflexo do movimento usual de fim de ano. Segundo o ministério, os destaques foram os segmentos de vestuário/acessórios, produtos alimentícios e calçados/artigos de viagem.

  • A indústria de transformação eliminou 51.859 (-0,69%) e os serviços, 37.959 (-0,22%). A construção perdeu 50.891 postos formais (-2,09%) e a agricultura, 26.097 (-1,62%).

De janeiro a novembro, dois setores têm saldo: agricultura (35.418, alta de 2,28%) e administração pública (11.077, 1,25%). A construção têm o maior número de vagas cortadas (276.092) e e maior queda percentual (-10,37%). No comércio, foram fechados 185.461 empregos formais (-2,01%) e nos serviços, 231.593 (-1,35%).

No período de 12 meses, a queda é generalizada, com menos 417.198 vagas nos serviços (-2,41%) 388.012 na indústria (-4,96%), 382.781 na construção civil (-13,83%), 225.334 no comércio (-2,43%), 26.379 na agricultura (-1,63%), 12.445 em serviços industriais de utilidade pública (-3%), 11.208 na área extrativa-mineral (-5,30%) e 9.262 na administração pública (-1,02%).

O total de empregos formais é de aproximadamente 38,8 milhões.




 

 


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