31/12/2016 às 12h36min - Atualizada em 31/12/2016 às 12h36min

Projeto voluntário financia castração de cadelas de rua em Cataguases

Iniciativa que começou há três meses, é de um advogado amante de animais, e já conta com mais de quinhentos voluntários

O Projeto Castramor surgiu da vontade de Silvio Romero de proteger os animais de rua e do seu amor por eles
Há dez anos envolvido diretamente com a causa dos animais e, de modo mais específico, com os cães, o advogado Sílvio Romero, criou há três meses um projeto inovador entre amigos e voluntários que tem por objetivo castrar cadelas de rua e assim conter a proliferação desses animais. Chamado "Castramor", a iniciativa estimula também a adoção dos cães de rua, conforme explica, e arrebanha participantes através da rede social Facebook que, segundo ele, tem contribuído significativamente para divulgar as causas daqueles que atuam em favor da causa dos animais.
 
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Sílvio Romero diz acreditar existirem hoje abandonados nas ruas de Cataguases "entre cinco mil e seis mil cães, além daqueles que têm donos mas vivem nas ruas", disse. Esta população animal está sujeita a todo tipo de doença, está se reproduzindo e gera um problema social "porque torna a cidade feia com as ruas abarrotadas de cães doentes e sujos, prejudicando até aqueles que tem seu cachorro e quer passear com ele e gera este problema de transmissão de doença", conta o advogado, lembrando ainda que estes animais reviram lixo e podem entrar nas casas das pessoas criando outros problemas. Na foto ao lado ele segura nos braços,"Bolinha", que foi resgatada no bairro São Vicente, com a metade do peso atual, passou pela castração e hoje foi adotada por ele.
 
Para tentar reverter esta realidade e reduzir a população de cães de rua na cidade, ele criou este Projeto Castramor que surgiu de forma incipiente (cuja forma e nome surgiram agora, em outubro, quando o projeto tomou corpo), através de amigos no Facebook que também gostam, como ele, de cuidar de animais e passaram então a tratar de animais feridos por meio de cotização e até mesmo levando a um veterinário quando era necessário. Foi assim que percebeu a grande quantidade de cachorros de rua e de filhotes na cidade. Assustado com aquela realidade pensou como poderia resolver aquela situação, revelou, quando e teve a ideia de divulgar no Facebook esta realidade e convidar as pessoas a fazerem uma corrente para a gente castrar pelo menos duas cadelas de rua por semana. "Para minha surpresa em menos de uma semana nós conseguimos reunir mais de 500 pessoas neste projeto", disse.
 
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Sílvio conta que no dia 4 de outubro o "Castramor" começou efetivamente suas atividades castrando a primeira cadela, a "Branquinha", que foi encontrada na Praça de Esportes, e uma outra,"amarelinha", que ficava na Policlínica. "Nós divulgamos fotos deste trabalho e continuamos atuando e, assim, mais pessoas foram entrando no projeto, inclusive, fizemos uma parceria com o doutor Matheus, da Clínica Saúde Animal Veterinária, que além de ser um excelente profissional, abriu as portas da clínica para fazer esta parceria com a gente", conta o advogado. A partir daí, o projeto tem feito duas castrações por semana "às vezes três", informa Sílvio. Até o dia 22 de dezembro, data da última cirurgia, o projeto já havia castrado 23 cadelas, sendo que algumas delas receberam tratamento por outras doenças antes de passarem pela cirurgia e 80% desses animais foram adotadas após o procedimento, acrescentou.
 
Hoje mais de quinhentas pessoas contribuem com o "Castramor", revela Sílvio. As doações são livres e não há valor mínimo. Os interessados em participar serão muito bem-vindos, diz o organizador do grupo, que avisa para entrarem em contato com ele através do Facebook, onde poderá sanar eventuais dúvidas, inclusive, sobre como fazer doações e para adoção de animais. "Nossa meta é ampliar essa rede e aumentar o número de castrações", conta. Para isso pretende sensibilizar o prefeito e também empresas e, para o futuro, talvez criar uma ONG - Organização Não Governamental - para cuidar especificamente desta atividade, revelou.  


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Fonte: Site do Marcelo Lopes
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