02/02/2017 às 08h44min - Atualizada em 02/02/2017 às 08h44min

Modelo holístico é relatado por Dr. Antonio Márcio em livro de sua autoria

Ao discorrer sobre o tema, com base em sua experiência ele faz um alerta para um panorama que preocupa os defensores do bom exercício da medicina.

Dr. Antonio Márcio Junqueira Lisboa e o modelo holístico
Não ter a frieza das profissões técnicas; nobreza de caráter, elevação de propósitos, consciência do bem e do mal, do certo e do errado; desejar servir ao próximo e à comunidade. Este é o desafio que se apresenta na reflexão sobre o papel dos médicos conduzida por Antônio Márcio Junqueira Lisboa no livro Ensino Holístico da Medicina, editado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

Com foco na formação universitária e na discussão sobre como o trabalho médico pode ser desenvolvido com recursos pessoais, como simpatia, calor humano e dedicação, Lisboa usa a sua vivência de 27 anos como professor universitário. Também usa elementos de seu protagonismo na implantação dos programas de assistência, ensino e pesquisa da área de pediatria da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília (FCS/UnB). Tudo estabelece uma conversa franca com o leitor Compreender o papel atual do médico e da medicina em meio a mudanças sociais e de progresso científico exige o estudo profundo de vários aspectos – abordados pelo autor – como a natureza, as transformações sociais, as condições de vida e o meio ambiente, o meio familiar, os conceitos de saúde física, mental e social, o ensino da medicina, a política educacional e uma série de outros vieses.

Ao discorrer sobre esses temas, com base em sua experiência, Antônio Lisboa faz um alerta para um panorama que preocupa os defensores do bom exercício da medicina. Segundo ele, o distanciamento crescente da comunidade, o escasso tempo dedicado às consultas, a relação médico-paciente marcada pela “frieza”, além da burocracia e das filas tem causado repercussões na prática profissional.

Para o pediatra e professor, “parece paradoxal, mas, inversamente aos crescentes progressos tecnológicos, nosso prestígio vem caindo gradativamente”. Ele ressalta a melhora da formação como a ferramenta essencial para mudar este cenário: “O curso de graduação em medicina, além da aquisição de conhecimentos e de habilidades, deve se preocupar com o desenvolvimento e a promoção de valores e de comportamentos que vão dignificar a nossa prática, assim como a nossa profissão”. Clique na imagem acima para acessar a obra completa na plataforma de publicações on-line do CFM.

Fonte: Conselho Federal de Medicina

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