19/10/2017 às 16h46min - Atualizada em 19/10/2017 às 16h46min

Documento detalha ações operacionais de 8 instituições contra explosões de caixas eletrônicos

Acordo de cooperação técnica foi assinado; novo balanço de ocorrências deste tipo de crime divulgado mostra queda de 36,5% até setembro deste ano

SEGOV - Governo de Minas - Central de Imprensa
Foto:Carlos Alberto/Imprensa MG
Um Acordo de Cooperação Técnica foi assinado por oito instituições e traz detalhes minuciosos de formas de atuação na área de inteligência e no planejamento de operações para repressão e prevenção aos ataques de caixas eletrônicos e crimes correlatos em bancos em Minas Gerais.

O documento é a nova “arma operacional” do Governo do Estado no combate a este tipo de ação e também resultado da determinação do governador Fernando Pimentel de atacar e reduzir as explosões de caixas eletrônicos no Estado.

A formalização do acordo de cooperação técnica aconteceu na reunião da Câmara de Coordenação das Políticas de Segurança Pública do Estado desta semana. O documento amarra ações integradas e define papéis e medidas a serem cumpridas pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Ministério Público, Secretaria de Administração Prisional (Seap)Polícia MilitarPolícia Civil e Corpo de Bombeiros Militar.

O detalhamento do documento é sigiloso, por conter questões de segurança, como medidas a serem adotadas que podem contribuir com a apuração e consequente prisão de envolvidos, forma do fluxo de informações de inteligência, medidas preliminares de prevenção que serão adotadas nas cidades, entre outros. A formatação do acordo, entretanto, dará perenidade ao trabalho focado e voltado para o combate a essa especificidade de crime que afeta, hoje, principalmente o interior do Estado.

O secretário de Segurança Pública Sérgio Menezes, destacou a importância da ação integrada, envolvendo oito instituições, que trará “convergência e ganho em escala de resultados”. A Sesp é a coordenadora das ações conjuntas das instituições na prevenção e repressão de explosões de caixas e do grupo de trabalho voltado para este tema.

“O crime de explosão de caixa eletrônico traz consequências que extrapolam a questão da segurança. Há impactos sociais e econômicos para cidades, muitas vezes pequenas, que dependem daquele terminal que foi alvo de ataque. Nosso foco é sempre reduzir os números, trabalhar cada vez mais para minimizar o impacto para o cidadão.  Se temos uma ou 120 ocorrências, nosso esforço será o mesmo.”

Já o Procurador Geral de Justiça de Minas, Antonio Sérgio Tonet, destacou a importância histórica do acordo, ressaltando que o Ministério Público “se orgulha” desta ação que trará impactos para todos os mineiros.

O chefe da Polícia Civil de Minas, delegado geral João Octacílio Silva Neto fez coro, evidenciando a importância do trabalho integrado para obtenção de resultados positivos para o Estado.
 
Prisões e ocorrências

O comandante geral da Polícia Militar de Minas Gerais, Cel. Helbert Figueiró de Lourdes, anunciou que de 12 de junho a 12 de setembro deste ano, pelo menos 50 pessoas diretamente envolvidas com explosões de caixas eletrônicos foram apreendidas pela Polícia Militar em Minas.
 
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Segundo ele, “os esforços conjuntos de todos os órgãos” já têm mostrado resultados, por meio do mapeamento consistente de envolvidos e da consolidação de ações de reprimem e evitam esse tipo de prática.

“Entre as 50 pessoas com envolvimento em crimes de explosão de caixas eletrônicos, por exemplo, estão dois suspeitos presos em Capitão Enéas, em setembro, com 1 fuzil e duas submetralhadoras, 1 garrucha, 1 espingarda e mais uma pistola. Eles foram conduzidos após perseguição e realização de bloqueios pela Polícia Militar. Com eles havia malotes com dinheiro manchado e, também, dinamites”.
 
Estatísticas atualizadas

A atualização dos dados de crimes de explosões de caixas eletrônicos, até setembro, também mostra redução de 36,5% nesta modalidade. Enquanto nos nove primeiros meses de 2016 foram 189 ocorrências, no mesmo período deste ano foram 120.

Para ainda mais sucesso na redução das ocorrências, o secretário de Segurança Sérgio Menezes chama a atenção da população para denúncias ao 181 de situações suspeitas. A chamada ao 181 é gratuita e o sigilo é absoluto.

“Comerciantes, donos de hotéis, pousadas, bares, população em geral podem contribuir muito. Devem informar e denunciar quando há uma circulação de pessoas diferentes pela cidade, que chegam com bagagem incompatível com a quantidade de dias que vão ficar na cidade, alugam sítios sem contrato formal, apenas verbal, pagam em dinheiro quantias altas e muitas vezes nem sequer negociadas, entre outras situações. Todas essas informações podem ser determinantes”.

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