31/12/2017 às 11h04min - Atualizada em 31/12/2017 às 11h04min

Deputados bem votados em Leopoldina estão na lista dos que mais faltaram a sessões em 2017

Parlamentares são descontados no contracheque quando faltam e não apresentam justificativa.

Deputado Federal Bonifácio Andrada, recebeu 557 votos em Leopoldina.Deputado Federal Misael Varella, teve 11.783 votos em Leopoldina e Deputado Federal Renzo Braz, teve 498 votos em Leopoldina
Uma matéria assinada pelos jornalistas Ricardo Corrêa e Ana Luiza Faria, no jornal O Tempo Online, no dia 30 de dezembro de 2017, revela que apenas cinco dos 53 deputados federais mineiros em exercício estiveram presentes em todas as sessões deliberativas, para os quais recebem o salário de R$ 33.763. Os que registraram 100% de assiduidade foram: Edson Moreira (PR), Lincoln Portela (PRB), Renato Andrade (PP), Tenente Lúcio (PSB) e Weliton Prado (PROS).

De acordo com a Câmara dos Deputados, o campeão de ausências é o tucano Bonifácio de Andrada que recebeu 557 votos em Leopoldina nas últimas eleições em 2014.O político mineiro faltou a 47,1% das sessões deliberativas realizadas no ano.Parte das ausências do parlamentar do PSDB foi formalmente justificada na Casa. Ainda assim, em 19,3% dos casos, o parlamentar deixou as ausências sem explicações oficiais.

Na lista dos dez deputados que faltaram a mais de 20% das sessões estão pelo menos mais dois bem votados em Leopoldina nas Eleições de 2014: Misael Varella (DEM) teve11.783 em Leopoldina e Renzo Braz (PP)recebeu 498 votos em Leopoldina. Ambos são de Muriaé.

Entre os deputados federais eleitos em Minas, 17 tiveram acima de 100 votos em Leopoldina>Veja matéria relacionada>no link abaixo:


Dos 53 deputados federais eleitos em Minas, 18 tiveram acima de 100 votos em Leopoldina

Segundo ato da Mesa Diretora de 2010, são aceitas como justificativas para faltas licenças para tratamento de saúde, internação em instituição hospitalar, doença grave ou falecimento de parente até segundo grau, participação em missão oficial autorizada pela Câmara ou “atendimento de obrigação político-partidária”.

Se forem consideradas apenas as faltas sem justificativa, o ranking dos mais ausentes sofre alterações. Neste caso, os deputados menos assíduos são, pela ordem: Renzo Braz, Bonifácio de Andrada, Brunny, Diego Andrade e Marcelo Aro.
 
De acordo com a regra em vigor na Câmara, cada falta leva ao desconto de uma diária do salário dos deputados. Eles têm até 30 dias para apresentar uma justificativa que, se for aceita, garante a devolução dos recursos descontados. Caso o deputado não compareça a um terço das sessões ordinárias e as faltas não sejam abonadas, ele pode até mesmo perder o mandato. 

Faltas em comissões chegam a 70%

Se no plenário, quando o ponto é descontado dos que se ausentam sem justificativa a assiduidade não é garantida, o que dirá das comissões da Casa, que não possuem punições para o não comparecimento. Por causa disso, há deputados que chegam a faltar a mais de 70% das reuniões dos grupos de que fazem parte. É o caso de Stefano Aguiar (PSD) e de Paulo Abi-Ackel (PSDB). Enquanto o primeiro foi a apenas 28,6% das reuniões de comissões, o segundo compareceu a 29,4%.

Bonifácio de Andrada cita problema de saúde

Mais faltoso entre os parlamentares mineiros, o tucano Bonifácio de Andrada apontou problemas de saúde para justificar as ausências. Ele contou que depois da relatoria da denúncia contra presidente Michel Temer, se submeteu a uma cirurgia no coração. Segundo ele, o esforço físico para um parlamentar que já tem 86 anos acabou pesando. Ainda assim, afirmou que “está se sentindo super bem e com todo gás para 2018.”
 
 
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