05/01/2018 às 10h12min - Atualizada em 05/01/2018 às 10h12min

Doador de medula óssea de Leopoldina encontrou compatibilidade com receptor de Israel

O Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea entrou em contato com Eduardo para refazer os procedimentos e assim ter a certeza da compatibilidade e seu grau.

Edição> Luiz Otávio Meneghite
Eduardo Almeida Lacerda vai contribuir para salvar vida em Israel
Eduardo Almeida Lacerda, morador do município de Leopoldina, foi agraciado pela raríssima compatibilidade de medula óssea. A compatibilidade acontece na proporção de 1 para cada 100 mil doadores. Ao constatar a compatibilidade, o REDOME (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea) entrou em contato com Eduardo para que todos os procedimentos fossem refeitos e assim ter a certeza da compatibilidade e seu grau. Logo após Eduardo realizou a doação no INCA (Instituto Nacional do Câncer) e sua medula seguiu para IsraeL onde estava o receptor.
 
Os interessados no cadastramento de medula e doação de sangue podem se dirigir ao PACE HEMOMINAS LEOPOLDINA todas as quintas-feiras, das 08:00 às 16:00 horas.

Para o prefeito José Roberto as conquistas do PACE Hemominas se devem  à dedicação da equipe
 
Mais uma vitória de Leopoldina
Posto de Coleta do Hemominas de Leopoldina autorizado a cadastrar doadores de medula óssea

Com apenas dois anos de existência, o Posto Avançado de Coleta Externa (PACE) da Fundação Hemominas em Leopoldina já conquistou grandes vitórias. No dia 11 de outubro o município conseguiu mais um marco histórico para nossa população. Trata-se do serviço de cadastramento de doadores de medula óssea, tornando a cidade como referência na região.

Os cadastrados tem suas informações encaminhadas para um banco de transplantes em Belo Horizonte e vinculados ao Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME), os quais atenderão aos portadores de várias patologias hematológicas, como exemplo, a leucemia.

A doação de medula óssea é um gesto de solidariedade e de amor ao próximo, que através do transplante pode beneficiar o tratamento de cerca de 80 doenças em diferentes estágios e faixas etárias. O fator que mais dificulta a realização do procedimento é a falta de doador compatível, já que as chances de o paciente encontrar um doador compatível são de 1 em cada 100 mil pessoas, em média.

Com este avanço, Leopoldina ajudará a salvar milhares de vidas por todo o Mundo.

Como é feito o cadastramento?

O cadastramento é feito através do preenchimento do Formulário de Identificação do candidato a doação de medula e da Assinatura do Termo de consentimento. Para integrar o cadastro de doadores, a pessoa tem que ter entre 18 e 55 anos de idade e apresentar boa saúde. No ato do cadastramento será colhida uma pequena amostra de sangue destinada à realização do exame HLA. Este exame vai traçar as características genéticas do candidato e verificar a compatibilidade com pacientes que estão na fila de espera para transplante de medula óssea.

Constituída por tecido líquido-gelatinoso e encontrada no interior dos ossos, a medula óssea produz os componentes do sangue, incluindo as hemácias ou células vermelhas, responsáveis pelo transporte do oxigênio na circulação, os leucócitos ou células brancas, agentes mais importantes do sistema de defesa do nosso organismo, e as plaquetas, que atuam na coagulação do sangue.

O transplante de medula óssea beneficia pacientes com produção anormal de células sanguíneas, geralmente causada por algum tipo de câncer no sangue como leucemias e linfomas, além de portadores de aplasia medular, entre outras doenças.

Como é o processo do cadastramento até a doação de medula?

É retirada pela veia uma pequena quantidade de sangue (5ml) e preenchida uma ficha com informações pessoais.

O sague é tipificado por exame de histocompatibilidade (HLA), que é um teste de laboratório para identificar suas características genéticas que podem influenciar no transplante. Seu tipo de HLA será incluído no cadastro.

Os dados serão cruzados com os dos pacientes que precisam de transplante de medula óssea constantemente. Se houver compatibilidade com algum paciente, outros exames de sangue serão necessários.

Se a compatibilidade for confirmada, o doador será consultado para confirmar que deseja realizar a doação, sendo avaliado seu estado de saúde.

A doação é um procedimento que se faz em centro cirúrgico, sob anestesia peridural ou geral, e requer internação por um mínimo de 24 horas. Nos primeiros três dias após a doação pode haver desconforto localizado, de leve a moderado, que pode ser amenizado com o uso de analgésicos e medidas simples. Normalmente, os doadores retornam às suas atividades habituais depois da primeira semana.

Fonte> Secretaria Municipal de Saúde de Leopoldina

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