19/01/2018 às 21h51min - Atualizada em 19/01/2018 às 21h51min

Casos de queimaduras em crianças aumentam no período de férias

Estaminas

Conforme estatísticas médicas, os casos de queimaduras estão entre os campeões em atendimentos em pronto socorro durante as férias. Além de lugares mais óbvios, como a cozinha, outros ambientes podem apresentar risco às crianças. Queimaduras com água-viva na praia também são bem frequentes. O Sistema Único de Saúde (SUS), no período entre 2013 e 2014, registrou mais de 15 mil casos de internações por queimadura em crianças com idade entre 0 e 10 anos. De acordo com o Ministério da Saúde, um milhão de pessoas aproximadamente sofrem queimaduras no Brasil a cada ano.

Apesar de gerar certo desespero e muita dor, é fundamental cuidar de tudo desde os primeiros socorros. “Todo cuidado é pouco, pois a pele fica extremamente sensível e qualquer procedimento equivocado pode desencadear um trauma ainda maior”, explica o cirurgião plástico e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Alexander Nassif.

O médico explica que a queimadura pode ser de 1º, 2º e 3° grau, nomenclatura que define a profundidade do ferimento. Independente do nível da lesão, a primeira iniciativa deve ser deixar o lugar atingido na água corrente em temperatura ambiente (nunca devem ser usados gelo ou água gelada) para que o local da ferida esfrie. “Não aplique nada, muito menos receitas caseiras. Elas tendem a irritar a área e, ainda, podem acarretar infecções que complicam o quadro”, explica Nassif.

O processo de recuperação é doloroso e exige paciência. Em casos mais graves, há aparecimento de bolhas e dor latente. “É importante procurar atendimento médico especializado, preferencialmente um cirurgião plástico, para iniciar o tratamento com limpeza adequada e retirada das bolhas (flictenas)”, alerta.

Nassif acrescenta que, normalmente, os pacientes ficam muito preocupados com a recuperação da aparência da região atingida e pondera sobre a importância de procurar um especialista o quanto antes. “Quando o acompanhamento é desde o primeiro momento, os resultados são melhores. Tomamos todos os cuidados para a recuperação do local e para que o tecido se restitua da forma mais natural possível”, diz. Nassif acrescenta que queimaduras exigem cuidados diários e, dependendo da gravidade, existe possibilidade de não ficarem cicatrizes.


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