18/03/2018 às 10h55min - Atualizada em 18/03/2018 às 10h55min

Partido de Marielle vai processar magistrada e rastrear notícias falsas

Equipe juríca voluntária vai coletar boatos sobre a vítima. Um e-mail e um canal de notícias foram colocados à disposição de quem encontrar fake news

Marcos Sergio Silva, do R7
A vereadora Marielle Franco, assassinada na última quarta-feira (14) no Rio. Reprodução/Gabinete

O Psol, partido da vereadora Marielle Franco, assassinada na quarta-feira (14) com o motorista Anderson Pedro Gomes no Rio de Janeiro, montou uma equipe jurídica voluntária para rastrear os boatos e notícias falsas sobre as vítimas.

Um e-mail e um canal de notícias foram colocados à disposição de quem encontrar notícias falsas disseminadas contra a vereadora: contato@ejsadvogadas.com.br, da setorial jurídica do Psol, e o link http://www.psol50.org.br/psol-vai-representar-contra-desembargadora-que-inventou-que-marielle-era-engajada-com-bandidos/.

"Avisem a quem mandar áudios de WhatsApp ou posts com calúnias contra Marielle que há uma grande equipe jurídica voluntária rastreando tudo e que quem compartilhar esse lixo será devidamente processado. Ela não será difamada. Não permitiremos. Precisamos dos prints e dos links dos posts. Precisamos de fazer ata notarial em casos mais graves, antes que a pessoa apague o post", afirma a nota.

"A gente esta fazendo uma coleta de quem criou boataria contra Marielle para criar uma ação jurídica", afirma a vereadora paulistana Sâmia Bonfim (Psol). "Entre elas, contra a desembargora. Há uma rede de ódio permanente nas redes sociais. Transbordou a orientação política. Tem a ver com o estado de barbárie atual do país."

Comentário da desembargadora

Comentário da desembargadora

Comentário da desembargadora

Reprodução/Facebook

A ação acontece um dia depois de a desembargadora Marilia Castro Neves, do Rio, publicar um comentário no Facebook insinuando que a vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) "estava engajada com bandidos" e que seu comportamento, "ditado por seu engajamento político", foi determinante para o assassinato.

À colunista Mônica Bergamo, do jornal "Folha de S. Paulo", Marília disse que nunca conheceu ou ouviu falar da vereadora antes do crime e que sua fonte de informação seria um texto enviado por uma amiga.


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