25/03/2018 às 11h41min - Atualizada em 25/03/2018 às 11h41min

Remédio 'Detox-Política' começa a ser distribuído em eventos de pré-candidatos

Angélica Diniz A. Parte/O Tempo Online
A criatividade do brasileiro é indiscutível. Prova disso é o “remédio” que, em ano eleitoral, está sendo oferecido a eleitores em Belo Horizonte, como sendo uma fórmula capaz de “desintoxicar a forma de se fazer política no Brasil”, explica o inventor, Nelmon Costa, 62, um médico veterinário que dissemina “a arte de fazer política sem mandato”. Com seus próprios recursos, Costa confeccionou caixas semelhantes às de medicamentos e grafou o nome “Detox-Política – a terapia do voto”. Dentro, uma espécie de bula contendo orientações para o voto em forma de parábola, ou seja, uma narrativa que transmite uma mensagem indireta por meio de comparação ou analogia.

“Busquei uma forma didática de abordar o assunto, que facilitasse ao eleitor entender bem o tema e, principalmente, se dar conta da relevância de sua responsabilidade na hora do voto”, disse Nelmon Costa, que é gaúcho, mas mora na capital mineira há quatro anos. Ele também desenvolveu um vídeo e uma cartilha para o “voto terapêutico”. “A essência das campanhas é despertar o eleitor para a necessidade de desintoxicar a forma de fazer política no Brasil. E isso está nas mãos dos eleitores, basta ele seguir a cartilha”, disse.

“Você é o médico que poderá salvar a saúde da política brasileira se exercer a plenitude de sua cidadania! A política no Brasil é um paciente que se encontra em estado grave na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Os medicamentos que podem ser utilizados no tratamento do paciente são os políticos eleitos democraticamente. Os laboratórios que produzem esses medicamentos são os partidos políticos. A prescrição é o voto consciente de cada eleitor, e os efeitos colaterais dos medicamentos são os desvios de conduta ética dos maus políticos”, dizem trechos da cartilha.

Aparte recebeu o criativo “detox” das mãos de Costa durante a filiação do deputado federal e pré-candidato ao governo Rodrigo Pacheco ao DEM, no último dia 19. Sãos nessas reuniões políticas de partidos que o veterinário aposentado e consultor pretende distribuir as cartilhas, não só em Belo Horizonte, mas também em Brasília. Segundo Nelmon Costa, foram produzidas inicialmente 300 caixas. Outras centenas serão feitas para serem distribuídas até o final das campanhas.

Criador da ONG Partido do Eleitor Cidadão, que existe desde 2010 – com o propósito de fazer campanhas que estimulem o eleitor a exercer sua cidadania por ocasião das eleições –, Costa diz não ter ligação com nenhuma legenda. “Gosto muito de política, mas tenho um profundo sentimento de frustração pela forma com que se faz política no Brasil. Essa indignação, aliás, acredito que seja de grande parte da sociedade atualmente”, afirmou. 
 
 
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