03/06/2018 às 10h32min - Atualizada em 03/06/2018 às 10h32min

Asfalto aplicado na Praça do Urubu está todo desfeito, aponta leitor

A imagem atual do local é vista diariamente por centenas de pessoas que utilizamos ônibus urbanos e intermunicipais, além do grande fluxo de veículos.

Edição>Luiz Otávio Meneghite com fotos de Luciano Baia Meneghite
Pavimentação da Praça do Urubu em 03/06/2018 (Foto:Luciano Baía Meneghite)
O leitor do jornal Leopoldinense, Rogério Oliveira Marinho, é usuário de uma linha de ônibus intermunicipal para a cidade de Ubá, passando diariamente pela Praça Juiz Gama Cerqueira, popularmente conhecida como Praça do Urubú. Ele enviou mensagem à redação para registrar a imagem negativa que as pessoas levam do local fazendo críticas dentro do ônibus do qual é passageiro.
 
“Imagino que as piadas e críticas que ouço todos os dias devem estar sendo feitas por outras pessoas que passam pelo local. A imagem atual é vista diariamente por centenas de pessoas que utilizam os ônibus urbanos e intermunicipais, além do fluxo de veículos para outras cidades. Fico triste e me sinto humilhado, pois amo minha terra e quero vê-la bonita e bem cuidada. O que mais chama a atenção é que a obra feita no local tem pouco mais de um ano, o que me leva a questionar a qualidade do material e da mão de obra utilizados”, observa o leitor.


 Obra foi feita pelo critério de menor preço

Jornal Leopoldinense já chamava atenção para o problema em matéria publicada em 15/06/2017


Poucos meses depois de pronto asfalto da Praça do Urubu apresenta buracos e fissuras

Obra foi feita pelo critério de menor preço
 
A pedido da Secretaria Municipal de Obras de Leopoldina,com autorização do prefeito José Roberto de Oliveira, a Comissão Permanente de Licitação,realizou no dia 2 de agosto de 2016, às 13:00 horas, uma Tomada de Preços para selecionar a empresa especializada na implantação de faixas de pedestres e revitalização da Praça do Urubu, com demarcação de sinalização horizontal e asfaltamento em CBUQ-Concreto Betuminoso Usinado a Quente.O critério de seleção foi o de menor preço global segundo a planilha orçamentária, cronograma físico–financeiro, projetos, memória de cálculo e memorial descritivo apresentados pela Secretaria de Obras. (Fonte: Edição 1791, de 15/07/2016, do Diário Oficial dos Municípios Mineiros.)

Praça do Urubú, a origem

A Praça do Urubu, surgiu como praça Melo Viana em 1941, após a demolição do casarão de Antônio Sabino, Coletor Federal. Segundo Mário de Freitas em seu livro "Leopoldina do Meu Tempo", no antigo sobrado realizaram-se festas que varavam noites ao som de piano ou mesmo de orquestra.

Desde 1961, chama-se oficialmente Gama Cerqueira, em homenagem ao primeiro juiz de direito da comarca de Leopoldina, Dr Caetano Augusto Gama Cerqueira.Popularmente sempre foi conhecida como Praça do Urubu com duas versões para o apelido.

Em fins do século XIX, início do século XX, existiu nas proximidades um matadouro e açougue que jogava as carcaças dos animais abatidos no córrego hoje canalizado, formado pelas águas da Mina da Taboquinha, o que provocava o ajuntamento de muitas dessas aves no local.

A outra versão, preconceituosa, popularizou-se principalmente após a fundação em 1925 do Clube dos Cutubas, que inclusive teve como uma de suas sedes um outro antigo sobrado existente na praça em que funcionou o Grupo Escolar Ribeiro Junqueira. Notadamente mais freqüentado por negros que na época não eram benquistos no Clube Leopoldina. O Cutubas, com seus bailes, serestas e movimentos carnavalescos, ajudou a criar o clima boêmio na praça.

O apelido, além de tentar ofender a raça negra que tanto contribuiu para nossa história, tentava apresentar um animal útil como o Urubu como um ser desprezível.Com o tempo, tanto uma como a outra versão perderam o sentido. O apelido permaneceu, mas sem o peso negativo de outras épocas, ao ponto do urubu virar símbolo carnavalesco da praça, até com esculturas carnavalescas feitas por Luciano Baia Meneghite.

Outros fatores contribuíram para que a Praça do Urubu se transformasse no centro do carnaval leopoldinense. A proximidade com a Taboquinha e o Alto dos Pirineus, lugares habitados predominantemente por negros humildes. Além de ter se transformado em local de concentração de praticamente todas as agremiações antes dos desfiles pela Cotegipe.(Trecho de texto publicado em Fevereiro de 2012 /Arquivo- Jornal Leopoldinense )
 
 
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