24/04/2019 às 17h26min - Atualizada em 24/04/2019 às 17h26min

Servidores municipais suspendem manifestação marcada para 27 de abril

Reunidos em Assembléia Geral Extraordinária eles resolveram entrar de imediato em ‘Estado de Inquietação’.

Representantes da PML e do Sinserpu em recente discussão das propostas (Divulgação)
Amaury da Silva Santos (*)
Na Assembleia Geral Extraordinária realizada na terça-feira, 23 de abril de 2019, no Salão Social do Clube Cutubas, os servidores municipais da Prefeitura de Leopoldina, após longos debates discutindo temas relacionados às negociações com o Governo Municipal referente aos reajustes: salarial, auxílio alimentação e demais 34 itens incluídos na Pauta de Reivindicações, decidiram, por maioria absoluta, suspender temporariamente a manifestação marcada para o próximo sábado, dia 27 de abril de 2019, porém substituindo o movimento pelo ESTADO DE INQUIETAÇÃO.

Antes que alguém venha pensar que os trabalhadores recuaram por medo de retaliações, ou qualquer coisa do gênero, é bom que fique claro que durante a assembleia, as discussões foram muito calorosas, porém muito bem mediadas pelos trabalhadores e a direção do sindicato levando em consideração várias situações abordadas no momento, inclusive o fato do Executivo ter aberto uma porta para o diálogo vindo receber a Comissão de Negociação do Sindicato, discutindo toda a pauta encaminhada ao governo e assumindo compromissos de atendimento de itens importantes de interesse da categoria como: ex. (Revisão das Leis Complementares de 2010 que acabou impondo naquela reforma administrativa  perdas para os servidores de concursos após a sua promulgação).

Diante disso, os servidores mesmo inquietos, insatisfeitos com administração pelo não reajuste até o momento, pela não consideração da data-base (março), deliberaram em sua maioria presente por suspender temporariamente o manifesto.

Entre as argumentações de vários trabalhadores, o que prevaleceu também em sua maioria foi o argumento de que “as negociações precisam avançar e” com a suspensão temporária do manifesto, seria uma forma de dar oportunidade ao gestor de demonstrar ser pessoa preocupada com os servidores e cumprir mesmo alguns compromissos verbais assumidos pelos seus secretários que fizeram parte da comissão representando o governo na ultima reunião realizada com o sindicato.

O ‘Estado de Inquietação’ foi unânime em sua aprovação, mas acima de tudo garante aos trabalhadores, caso a administração tenha uma mudança de postura nos encaminhamentos, dar continuidade nas ações de paralisações, já aprovadas por todos em assembleias anteriores, e se necessário até uma GREVE por tempo indeterminado.

(*) Assessoria de Imprensa e Sindical do SINSERPU/Leopoldina
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