15/07/2019 às 09h56min - Atualizada em 15/07/2019 às 09h56min

Dia Nacional do Homem: um alerta para a saúde masculina

Pesquisas apontam que os homens vão menos às consultas preventivas que as mulheres

Ana Carolina Amorim
Geriatra do Santa Genoveva Complexo Hospitalar, Marcos Alvinair
Antecipar possíveis diagnósticos de doenças que possam vir a afetar negativamente a qualidade de vida do homem é um dos motivos para a criação do Dia do Homem, comemorado, desde 1992, em 15 de julho. 

Segundo o  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os homens vão menos ao médico que as mulheres. De acordo com a pesquisa, 71,2% dos homens entrevistados haviam se consultado pelo menos uma vez nos 12 meses anteriores à pesquisa. Já entre o público feminino, o dado foi de 78%.   

Para o Geriatra do Santa Genoveva Complexo Hospitalar, Marcos Alvinair, a criação do Dia do Homem tem um valor simbólico, como a formalização de um alerta para que o gênero masculino se cuide melhor e se organize preventivamente, buscando um envelhecimento mais saudável. “Com isso, conseguimos antecipar possíveis diagnósticos de doenças crônicas que podem vir a afetar negativamente a qualidade de vida do homem ao longo do seu envelhecimento, como, por exemplo o infarto agudo do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais (AVC), que são mais frequentes em homens que mulheres”, acredita. 

De acordo com o médico, o homem de cultura latina tem melhorado sua consciência quanto à cultura de medicina preventiva e tem procurado um pouco mais precocemente os profissionais de saúde. Mas, em relação às mulheres, esse número ainda é menor, com algumas nuances de machismo, fazendo com que possíveis diagnósticos precoces sejam dificultados. 

“Procurar menos os serviços de prevenção gera um impacto negativo e faz com que no mundo todo, mas em especial nos países em desenvolvimento, que o homem viva menos que a mulher. De uma forma média, hoje, os homens vivem de seis a oito anos menos do que a mulher. Além dessa diferença de longevidade, os homens tendem a viver com maior nível de dependência e perda de autonomia do que as mulheres na velhice. Por isso, todo ser humano deveria valorizar mais a consulta preventiva, pois só assim, conseguimos antecipar possíveis diagnósticos e fazer com que a pessoa tenha mais qualidade de vida. Por isso, quanto mais cedo começarmos a nos cuidar, melhor. E é indicado que isso comece já a partir do início da vida adulta, por volta dos 18 anos”, finaliza o geriatra. 

(*) Prelo Comunicação
 

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