05/05/2020 às 17h45min - Atualizada em 05/05/2020 às 17h45min

Estado vacina milhares de pessoas no sistema prisional

Imunização contra a gripe H1N1 ajuda na exclusão de diagnóstico para Covid-19

SEGOV - Governo de Minas - Central de Imprensa
Foto: Sejusp/Divulgação
A campanha de vacinação contra a H1N1, lançada pelo Governo de Minas no sistema prisional, na segunda quinzena de abril,  já abarcou 159 das 195 unidades prisionais administradas pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). A iniciativa é mais um reforço para a imunização contra a gripe Influenza A, além de ajudar na prevenção e no diagnóstico para possíveis casos de Covid-19. Nas unidades socioeducativas, a cobertura vacinal já alcançou 70% dos adolescentes em cumprimento de medida. 

Até agora, a campanha, desenvolvida pela Sejusp em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (SEE), beneficiou mais de 32 mil presos, 550 adolescentes em conflito com a lei e 6,8 mil servidores que atuam nas unidades prisionais e socioeducativas de Minas.
 
Covid-19

A campanha também é uma forma de auxiliar os profissionais de Saúde a descartarem o diagnóstico de H1N1 na triagem para casos com suspeita de Covid-19.

A ação faz parte do Programa Nacional de Imunização (PNI), promovido pelo Ministério da Saúde, cuja programação em Minas prevê a imunização de todos os servidores e todos os custodiados e adolescentes em cumprimento de medida até o final de maio, nas 195 unidades prisionais do Estado e nas 39 unidades socioeducativas de internação e semiliberdade.

As doses estão sendo aplicadas pelas equipes de saúde prisional e socioeducativa com o apoio das equipes de cada município, quando necessário. Até momento, 81% das unidades prisionais já receberam doses da vacina e cerca de 70% dos jovens sob a tutela do Estado já forma imunizados.
 
Cobertura

A campanha é realizada em todas regiões do estado e o objetivo da Sejusp é que todo o sistema prisional e socioeducativo receba cobertura vacinal. Em Manhuaçu, na Zona da Mata, servidores e presos receberam as doses contra H1N1 no primeiro dia de campanha. O diretor-geral da unidade, Carlos Eduardo Amaral de Paula, avalia que, “apesar de a vacina contra a Influenza não ter eficácia contra a Covid-19, a imunização é muito importante neste momento porque pode auxiliar os profissionais de Saúde na exclusão de diagnóstico, já que os sintomas iniciais das duas doenças são parecidos”.

Outro exemplo vem da unidade prisional de Elói Mendes, no Sul de Minas, onde todos os servidores e custodiados já foram vacinados.
 
Prevenção

Em Minas, foram criadas 30 unidades de referência e prevenção à contaminação, que funcionam como centros de triagem e portas de entrada para novos detentos do sistema prisional.

Tais centros recebem os novos presos, que são avaliados durante o período de 15 dias, em quarentena e observação, antes de serem encaminhados para a unidade definitiva designada para o cumprimento da pena.

O diretor de Saúde e Atendimento Psicossocial do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG), Jober Gabriel de Sousa, afirma que a realização da campanha de vacinação é extremamente importante para resguardar a população prisional e os servidores de doenças. “Neste momento, é muito importante reduzir a incidência de casos de Influenza dentro do ambiente prisional para facilitar o diagnóstico para o coronavírus, se for o caso. Além disso, a cobertura vacinal demonstra nossa preocupação em humanizar o atendimento ao preso e resguardar a saúde dos nossos profissionais, responsáveis pela custódia diária dos internos”.
 
Outras ações

A Sejusp tem adotado diversas medidas de prevenção ao coronavírus no ambiente prisional, em quatro frentes principais: suspensão de visitas e de entrega externa de kits suplementares;  criação das unidades referência que funcionam como centros de triagem e quarentena;  isolamento imediato de presos que apresentem sintomas, com realização de exames e tratamento conforme protocolo indicado pela SES; e prevenção ao contágio via profissionais de segurança, a partir da adoção de escalas de trabalho dilatadas e com menor circulação intra e extramuros, sempre com uso de equipamentos de EPI.
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