02/09/2014 às 16h15min - Atualizada em 02/09/2014 às 16h15min

Carga tributária de Minas cria empregos em São Paulo diz Pimentel

Candidato da coligação Minas Pra Você diz que impostos no estado afastam empresas, que preferem se instalar em estado vizinhos, como São Paulo

Pimentel diz que impostos de MG afastam empresas, que preferem se instalar em estado vizinhos, como São Paulo.

A carga tributária de Minas é uma das mais altas do país e está afastando empresas do estado, que preferem se instalar em São Paulo e, lá, gerar empregos e renda.

Foi o que disse hoje o candidato a governador pela coligação Minas Pra Você, Fernando Pimentel (PT), que esteve nas cidades de Varginha e Guaxupé, no Sul de Minas. Pimentel estava acompanhado pelo candidato ao Senado, Josué Alencar (PMDB).

“A carga tributária tem de ser reduzida em Minas. Temos algumas das maiores alíquotas de ICMS do país, principalmente em energia elétrica e combustíveis. Aqui mesmo no Sul de Minas tenho visto carros cruzarem a fronteira com São Paulo para abastecer”, disse o candidato em Guaxupé.

Segundo ele, a legislação tributária de Minas é a pior do Brasil.

“A carga tributária afasta empresas do estado, que preferem se instalar em São Paulo. O ICMS de Minas Gerais, portanto, gera emprego e renda em São Paulo. Isso tem de ser mudado”, garantiu.

Pimentel disse que pretende criar o Conselho Estadual de Tributação, que seria formado por representantes da sociedade, empresários e advogados tributaristas, que trabalhariam para rever a legislação mineira. “Faremos isso já no começo do governo. A legislação tem de ser revista”, garantiu.

O candidato participou, em Guaxupé, da inauguração de um comitê de campanha e caminhadas pelo centro da cidade.

Em Varginha, Pimentel também assumiu o compromisso de duplicar o pequeno trecho de estrada que liga a cidade à Rodovia Fernão Dias.

“É um trajeto curto da Fernão Dias até Varginha, que até hoje não foi duplicado. Essa simples ligação não é tão cara, é uma obra importante e não foi feita. Então, nós vamos fazer”, garantiu.

Pimentel assegurou que, se eleito, vai trabalhar em estreita parceria com o governo federal para melhorar as rodovias mineiras. “Vamos ter uma parceria muito estreita com o governo federal e acompanhar de perto os programas de duplicação, as concessões que foram feitas e os programas do PAC, coisa que o governo do estado não fez nestes 12 anos”, disse.

Segundo o candidato, o governo tucano sempre rejeitou o diálogo com o governo federal.

“Eu conversei muito, quando era ministro, com o Ministério dos Transportes, e eles sempre me diziam que o governo do estado jamais os procurou levando um projeto, um programa, uma sugestão de integração entre rodovias federais e estaduais. Isso nunca foi feito. Mas nós vamos fazer”, garantiu.

Governo regionalizado

O candidato reforçou sua proposta de um governo regionalizado para suprir as particularidades de cada município, principalmente em relação à saúde, educação e segurança. A questão da segurança, por sinal, é uma das principais preocupações de Pimentel.

"Vamos fazer um projeto de segurança regionalizado, já que as necessidades das regiões são diferentes. Nós não podemos fazer o mesmo tipo de policiamento no Sul de Minas e no Norte de Minas. Vamos ter um projeto de segurança que vai se chamar Polícia Presente, com medidas específicas para cada área do estado”, disse.

O candidato já assumiu compromisso com o aumento do efetivo da Polícia Militar, a valorização da carreira de delegado e o reaparelhamento das polícias, como viaturas e armamento. Já o Polícia Presente é um programa de polícia comunitária, que aproxima o policial da comunidade onde atua.

O vereador Rogério Bueno afirmou que Varginha está abandonada e que o governo regionalizado, conforme proposta de Pimentel, é a melhor solução para os problemas da região.

“O governo atual centraliza as decisões e ações em Belo Horizonte e faz disso uma vitrine para todo o estado. Mas isso não adianta. A gestão tucana, por exemplo, não investe no hospital regional da cidade, e com isso a prefeitura é que tem que se virar para repassar recursos, além de ter que manter o hospital municipal", afirmou. 

Assessoria de Imprensa do PT-MG


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