24/10/2020 às 18h50min - Atualizada em 24/10/2020 às 18h50min

Resultado das urnas pode causar surpresas e decepções proporcionadas por abstenção e falta de motivação

Fatores como pouca mobilização e falta de entusiasmo político, aliados à preocupação com a pandemia e recursos financeiros escassos são apontados como culpados.

Luiz Otávio Meneghite
Em matérias anteriormente publicadas pelo Jornal Leopoldinense relacionadas às eleições municipais deste ano, falamos sobre a possibilidade de menor comparecimento de eleitores às urnas motivados, principalmente, pelo medo de aglomerações e o risco de contágio proporcionado pela pandemia da COVID-19.

O próprio Tribunal Superior Eleitoral, mais de uma vez, manifestou a dificuldade de compor as equipes de mesários para atuar no pleito municipal de 15 de novembro próximo, muito embora tenha sido largamente divulgado que as próximas eleições municipais terão um protocolo sanitário para evitar o contágio entre eleitores e mesários. Até campanha estrelada pelo renomeado médico Dráuzio Varela foi amplamente divulgada nas mídias.

Entre as regras estão a obrigatoriedade do uso de máscaras, distanciamento mínimo de 1 metro entre as pessoas e disponibilização de álcool em gel antes e depois da votação. O horário também foi ampliado em uma hora para evitar aglomerações e dar preferência para os idosos na hora de votação.

Mesmo assim, há uma expectativa de que pessoas que são consideradas de grupos de risco, como os que têm mais de 60 anos, comparecerão menos às urnas motivadas por medo do contágio no dia da votação.

Mas, o que se observa também é que o medo do risco de disseminação do vírus fez com que as campanhas de 2020 perdessem muito do entusiasmo de anos anteriores com a ausência das tradicionais passeatas e carreatas com carros de som, que contribuiu para esfriar muito o clima de campanha com reflexos diretos no comportamento dos eleitores.

A leitura que fazemos disso tudo é que candidatos tidos como fortes poderão ser surpreendidos com votação menor que a desejada ou suficiente para se elegerem enquanto outros vistos como inexpressivos na cidade como um todo, têm a chance de se tornarem as grandes surpresas deste ano por causa de possuírem redutos eleitorais.

A visão do quadro colocado à nossa frente do início da campanha até aqui, faltando poucos dias para a votação e o que ouvimos de parte da população, não autoriza ninguém a afirmar com segurança que fulano ou beltrano já está eleito. O silêncio pode ser uma forma mais sincera de se manifestar, mas, o entusiasmo que contagia ajuda muito a influenciar a tomada de posições entre os indecisos. E ele está ausente este ano.
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