17/09/2014 às 07h47min - Atualizada em 17/09/2014 às 07h47min

Dois homens espancam uma mulher quase até à morte perto da Usina Mauricio

Um dos autores, de nome Marcos, teria sido namorado da vítima

Marcelo Lopes, de Cataguases
Site do Marcelo Lopes
Lizete, no detalhe, está internada em estado grave no CTI do hospital Santa Mônica, em Divinópolis.

A Polícia está à procura de dois rapazes que teriam espancado quase até a morte Lizete Marciano Timote, 40 anos de idade, residente em Itamarati de Minas. O fato aconteceu na noite do último sábado, 13 de setembro, a partir das 23 horas, conforme informou o sargento Alexandre Pereira Zacarias, responsável pela PM naquele município, e deixou a população da cidade comovida. Até a prefeita Tarcília Rodrigues Fernandes está empenhada em auxiliar a família da vítima. Os policiais só tomaram conhecimento do fato porque um rapaz que estava com eles conseguiu voltar correndo e muito assustado para Itamarati de Minas onde denunciou o fato à PM.

Segundo informou sargento Alexandre, Lucas Freitas do Valle, de 19 anos, contou que naquela noite estava com Lizete no bar do Aroldo, em Itamarati, quando um Fusca amarelo se aproximou com dois homens sendo que um deles é conhecido apenas pelo nome de Marcos. Eles conversaram amigavelmente por alguns minutos e depois resolveram sair para outro lugar e os quatro entraram no carro seguindo para a região da Usina Maurício, sentido zona rural do distrito de Piacatuba. 

No meio do caminho, em um lugar ermo, eles pararam o carro e começou uma feroz discussão. Neste momento, Lucas, foi retirado do veículo e agredido pelos rapazes. Ele, então, ainda conforme contou aos policiais, saiu correndo e "em pânico" pela estrada escura em direção à cidade acrescentando ter ouvido três disparos que seriam de arma de fogo acreditando que teriam sido feitos contra Lizete.

Os policiais, conforme revela sargento Alexandre, imediatamente acionaram a equipe da Patrulha Rural em Cataguases formada pelos cabo Norte e sargento Vânio que lhes deu apoio e saíram em direção ao local onde teria acontecido a agressão. Também participaram da operação os soldados Renato Fernandes e Tiago Martins.Uma ambulância da prefeitura, o próprio Lucas, familiares da vítima e a prefeita Tarcília Fernandes, também acompanharam os PMs, mas quando chegaram onde teria ocorrido a discussão nada encontraram.

A PM continuou suas buscas durante toda a madrugada mas somente às 7h30min de domingo, um morador da Zona Rural, que caminhava pela estrada próximo à Usina Maurício, já no distrito de Piacatuba, avistou uma mulher caída com várias escoriações e hematomas pelo corpo. Além da polícia, a ambulância da Prefeitura de Itamarati foi chamada e a levou para o hospital de Cataguases. Sargento Alexandre também revelou que Marcos é ex-namorado de Lizete e o homem que estava com ele seria  magro, moreno e de cabelos cacheados. Ainda não se sabe o que teria motivado a agressão.

Lizete deu entrada em estado gravíssimo no Hospital de Cataguases na manhã de domingo, 14 de setembro, segundo informa o boletim médico. A irmã da vítima, Elizabete Timote, ainda muito revoltada com "essa agressão que pra mim é uma covardia", contou que na última segunda-feira, 15/9, que ela seria transferida para outro hospital a fim de receber um tratamento especializado e também passar por uma cirurgia devido ao quadro de traumatismo apresentado. 

No Hospital de Cataguases, a informação oficial era de que a transferência de Lizete seria feita por um helicóptero até o Hospital Santa Mônica, em Divinópolis, próximo a Belo Horizonte, porque os médicos suspeitavam que ela não resistiria a uma longa viagem de carro. A remoção, que estava prevista para às 16 horas, porém, só aconteceu às 23 horas, com a vítima e alguns familiares embarcando do aeroporto de Goianá, ainda conforme informação prestada pelo Hospital de Cataguases.

No começo da noite desta terça-feira, 16, a reportagem entrou em contato por telefone com o Hospital Santa Mônica a fim de obter o último boletim médico sobre o estado de saúde de Lizete. A responsável pelo setor, identificada apenas por Cíntia, disse não estar autorizada a passar informações sobre os pacientes internados no CTI para a imprensa, acrescentando que isto é feito somente aos familiares, responsáveis ou seus acompanhantes. 

 

 


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