03/04/2022 às 16h08min - Atualizada em 03/04/2022 às 16h08min

Estacionamento rotativo no centro de Leopoldina é uma questão de bom senso

O prefeito Pedro Augusto se manifestou favorável à medida, mas passados 15 meses de seu mandato, não veio a público nenhuma medida prática sobre o tema.

Luiz Otávio Meneghite
Trânsito atravancado no centro é o retrato do cotidiano em Leopoldina.(Foto: Luciano Baía Meneghite)
O município de Leopoldina completará no próximo dia 27 de abril, 168 anos de emancipação político-administrativa. Sua área territorial é de 942,7 quilômetros quadrados fazendo limites com 12 outros municípios da Zona da Mata: Além Paraíba, Argirita, Cataguases, Descoberto, Estrela Dalva, Itamarati de Minas, Laranjal, Pirapetinga, Recreio, Santo Antônio do Aventureiro, São João Nepomuceno e Volta Grande.

Sua extensa área é predominantemente rural e seu perímetro urbano cresceu de forma aglomerada e desordenada com ruas estreitas pavimentadas em sua maioria por paralelepípedos de cujas frestas saem poeira e capim.

Aparentemente, a população não cresceu muito nos últimos anos, pois segundo IBGE em estimativa de 2020, somos 52.740 habitantes na Athenas da Zona da Mata.  Por outro ângulo é visível o crescimento do número de veículos, este sim, causam a impressão de estarmos numa cidade grande. As ruas da região central de Leopoldina têm em média 10 metros de largura com estacionamento permitido nos dois lados o que as torna mais estreitas ainda.

Para piorar, o crescimento imobiliário vertical na região central vai mostrar seus pontos negativos tão logo os novos apartamentos e salas comerciais ou de serviços entrem em funcionamento, pois algumas construções foram licenciadas sem a exigência de garagens, o que fatalmente aumentará o número de carros estacionados nas ruas.

 
Um dos grandes problemas no centro comercial da cidade é encontrar vagas para estacionar de segunda a sexta-feira e aos sábados pela manhã, pois a maioria dos carros são estacionados pela manhã e só retirados no final da tarde. Pasmem, boa parte deles são de donos de comércio e serviços que ocupam o espaço que poderia ser destinado a seus clientes. Isso, sem contar com os privilégios que ainda existem e não são poucos. Além dos veículos com anúncio de ‘Vende-se’ que utilizam as ruas como vitrines. As pessoas que pretendem ir a algum banco ou médico dão voltas intermináveis à procura de vagas. Com o preço dos combustíveis nas alturas, o problema se agrava.

Uma solução apontada há muitos anos seria a implantação do estacionamento rotativo pago, pelo menos nas ruas mais centrais de Leopoldina. O próprio prefeito Pedro Augusto Junqueira Ferraz, em entrevista exclusiva ao Jornal Leopoldinense na campanha eleitoral de 2020 se manifestou favorável. Disse ele na ocasião: “

“Sou totalmente a favor da implantação do sistema rotativo, e vou um pouco além. Leopoldina é uma cidade desprovida de qualquer planejamento, seja ele de trânsito ou de sinalização. Uma pessoa de fora da cidade, por exemplo, tem dificuldades de estacionar em nosso município. Não há placas indicativas de localização de bairros, nem mesmo de local onde os prédios da prefeitura e do Fórum estão situados. Precisamos cuidar da cidade também neste sentido, para que as pessoas possam ter o mínimo de informações a respeito daqui”.

Eleito, ele tem feito intervenções positivas no trânsito de Leopoldina, principalmente na sinalização. O estacionamento rotativo é apenas uma questão de bom senso, mas o tempo passa rápido, prefeito. Então, mãos à obra!


Link
Tags »
Notícias Relacionadas »
Comentários »