24/04/2022 às 20h00min - Atualizada em 24/04/2022 às 20h00min

Aumenta o número de moradores de rua em Leopoldina com idade cada vez menor

À noite, eles procuram locais para se acomodarem e dormirem, geralmente embaixo de marquises onde se protegem das intempéries deitados em camas improvisadas.

Luiz Otávio Meneghite
Alguns se protegem das intempéries deitados em camas improvisadas.
Um quadro triste que percebemos nos últimos anos, é o aumento considerável de pessoas morando nas ruas de Leopoldina. São homens e mulheres que se reúnem em alguns pontos durante o dia para beberem cachaça que é compartilhada entre eles no mesmo copo. Alguns fazem uso de droga, sendo a mais comum entre eles o crack. A realidade nos mostra também que aumentou o número de jovens entre eles.

À noite, eles procuram locais para se acomodarem e dormirem, geralmente embaixo de marquises onde se protegem das intempéries deitados em camas improvisadas, em diversos pontos da cidade mais próximos ao centro onde, ao amanhecer, reiniciam a rotina de sofrimento esmolando para suprir o vício do álcool e drogas.

Existem alguns que recolhem recicláveis para não precisar de esmola e se alimentam com quentinhas, às vezes ingerindo os alimentos com os próprios dedos na falta de uma colher.

Quem tem o cuidado de observar mais detidamente constatará que o aspecto é de que não tomam banho há dias e o mau cheiro que exalam comprova isso. Muitos são andarilhos que aportam em Leopoldina por alguns dias e alguns acabam ficando.

Quais os motivos que levam as pessoas a morar nas ruas?  Algumas respostas poderiam ser encontradas na ausência de vínculos familiares, desemprego, violência doméstica, perda da autoestima, alcoolismo e uso de drogas.

Felizmente, existe o trabalho voluntário e anônimo de muitas pessoas que integram entidades como ‘Os pequeninos de Jesus’ da Sociedade São Vicente de Paulo, os Centros Espíritas e a própria Secretaria de Assistência Social.

Em contrapartida há também a resistência dos mesmos em abandonarem as ruas e voltarem para seus lares.

Acreditem, muitos possuem endereço e familiares. Como podem ver, é um problema de difícil solução e aqui não estamos para culpar esta ou aquela entidade ou mesmo o serviço social que possui pessoal qualificado e empenhado em resolver tal situação e esbarram na dificuldade maior que é a origem do problema.

Para finalizar estão também nas ruas de Leopoldina, batendo de porta em porta, dezenas de homens e mulheres em busca de comida ou ajuda para comprar alimentos cujos preços estão nas alturas. Alguma coisa tem que ser feita para pelo menos amenizar tão triste situação.

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