07/10/2014 às 15h37min - Atualizada em 07/10/2014 às 15h37min

Surge novo negócio sustentável com uso para floresta energética

O cultivo de bambu protege o solo contra a degradação, erosão e não necessita de cuidados com pragas

Em 13 anos, são seis ciclos de corte e não necessita de nova plantação, além de o rendimento ser crescente a cada ciclo.

O presidente da Associação de Produtores de Bambu (Aprobambu), Guilherme Korte, disse que a cultura é ideal para a recomposição de áreas degradadas. “O bambu enfrentou duas eras glaciais, superou e hoje ocupa 3% das florestas”, frisou Korte. No Brasil, os produtores começaram a conseguir financiamentos públicos e a tendência é de crescimento dos negócios.

De acordo com Korte, a cultura do bambu pode ser utilizada para recompor áreas ao redor dos mananciais e em locais onde ocorram deslizamento de terras pelo País, devido ao seu rápido crescimento. Korte destacou que o bambu pode ser utilizado como cultura complementar, misturando com pinus, eucalipto, hortaliças e grãos. “O bambu está se espalhando pelo País, podendo ser para broto (indústria alimentícia), fibra e biomassa”, disse.

Na China já são colhidas 25 toneladas por hectare. No Brasil há 230 espécies e a Aprobambu está trabalhando para o plantio da cultura para a reposição de reserva legal e Área de Proteção Permanente (APP). “São 16 milhões de áreas degradadas que podem ser usadas no plantio de bambu, mas também em papéis para embalagens, vigas, construção civil em geral, papel, celulose, têxteis e alimentos, além de hélices para geração de energia eólica”, detalhou Guilherme Korte.

O engenheiro agrônomo Osmarino Borges destacou que o grupo João Santos tem mais de 50 mil hectares de bambu plantados e o utiliza nas embalagens de saco de cimento. Para ele, é uma boa alternativa para áreas difíceis no Nordeste. Há espécies que suportam grandes temperaturas. Em 13 anos, são seis ciclos de corte e não necessita de nova plantação, além de o rendimento ser crescente a cada ciclo. “O cultivo de bambu protege o solo contra a degradação, erosão e não necessita de cuidados com pragas”, acrescentou Borges, que plantou 600 hectares para a indústria ceramista. No Maranhão, o plantio consorciado vem sendo feito com arroz e feijão.

Fonte: Painel Florestal.


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