Deputado Ricardo Campos aciona Justiça contra aumento abusivo na conta de água pelo governo Zema

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Deputado Ricardo Campos aciona Justiça contra aumento abusivo na conta de água pelo governo Zema
Deputado Ricardo Campos - MPMG

 Diante de mais um ataque direto ao bolso da população, o deputado estadual Ricardo Campos protocolou representações no Ministério Público de Minas Gerais - MP/MG e no Tribunal de Contas do Estado - TCE/MG para suspender imediatamente o reajuste e investigar os critérios adotados no aumento abusivo e cruel a ser aplicado nas tarifas de água e esgoto da Copasa e da Copanor, o qual poderá chegar entre 14 e 17%.

A proposta do governo Zema, anunciada como um reajuste “médio” de 6,56%, esconde a verdade e penaliza justamente quem já vive no limite do orçamento familiar. Enquanto o governo tenta maquiar os números para a população mineira, a realidade é dura: na Resolução publicada pela Arsae-MG de n° 217/2025, famílias podem sofrer um aumento de até 14% na conta de água, e mais,  comércios, indústrias e até o setor público podem ser obrigados a arcar com até 17% a mais na conta. No caso da Copanor, o reajuste pode chegar a 12% para todas as categorias. “Isso não é média, é golpe. O governo engana a população e empurra a conta para quem não aguenta mais pagar um valor tão alto”, denunciou Ricardo Campos.

O impacto é ainda mais revoltante para entidades sociais que cuidam de quem mais precisa. APAEs, casas de idosos, creches, escolas comunitárias e hospitais filantrópicos não terão isenção e contarão apenas com descontos parciais, que não impedem o aumento. Muitas dessas instituições já estão sufocadas financeiramente e agora correm o risco de reduzir atendimentos ou até fechar as portas.

As regiões mais pobres, como Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas Gerais, estão entre as mais castigadas, principalmente nos municípios atendidos pela Copanor. Outro ponto grave é a falta total de transparência praticada pelos órgãos responsáveis. O governo Zema, a Copasa e a Copanor não apresentaram dados claros sobre quem será atingido pelo reajuste proposto, como quantitativo de famílias, comércios ou entidades que serão afetados, nem justificaram por quê algumas categorias pagarão aumentos tão altos. “Querem aprovar um aumento sem dizer quem pagará e quanto pagará. Isso é absurdo, é falta de respeito com o povo mineiro”, desabafou o parlamentar.

Ricardo Campos luta para que não seja aprovado um aumento superior ao Índice de Revisão Tarifária, o IRT, que é um cálculo técnico usado para corrigir tarifas com base em custos reais do serviço, hoje em 3,42%, ou, no máximo, ao IPCA de 4,26%, a menor inflação dos últimos 15 anos. “Qualquer valor acima disso é abuso, água é direito básico, não um privilégio. E nosso mandato não vai se calar diante desse absurdo”, concluiu Ricardo Campos.


FONTE: Gabinete Deputado Ricardo Campos
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