No dia 30 de julho de 2025, o Conselho Municipal de Proteção ao Patrimônio Cultural, Histórico e Natural de Leopoldina, já havia decidido não autorizar a demolição do casarão localizado na antiga Rua da Floresta onde morou Francisco de Andrades Bastos (Chico Bastos) ex-prefeito do município de 1937 a 1945.
O pedido de demolição havia sido feito pelo proprietário do imóvel José Márcio Cury Salomão, que contratou um engenheiro para emitir parecer técnico sobre a pretensão de demolição da edificação. Não foi apresentado um laudo técnico abrangendo toda a estrutura do imóvel, nem estudo detalhado e efeito da vizinhança como solicitado pelo Conselho e a documentação técnica enviada não mencionava nenhum risco de ruína ou sinal eminente de possível risco para tal.
Presente naquela reunião a conselheira e arquiteta Laura de Paula Domiciano esclareceu que o Conselho apenas pode deferir a demolição de construções que tem relevância histórica no município no caso de risco para a população ou que o pedido de mudanças estruturais venha acompanhado de laudo que priorize a segurança, proteção, manutenção de fachadas históricas que não cause impacto na área de preservação histórica, o que não era o caso.
Por estes motivos e por unanimidade o Conselho não foi favorável a autorização de demolição por não ser coerente com as suas atribuições, encaminhando posteriormente a cópia da Ata para a Secretaria de Obras que juntamente com o proprietário solicitou a posição do Conselho. A decisão foi publicada na edição nº 4086, de 15/08/2025 do Diário Oficial dos Municípios Mineiros.
No último dia 28 de janeiro de 2026, o prefeito Pedro Augusto Junqueira Ferraz resolveu editar um decreto promovendo o tombamento do imóvel pelo Patrimônio Histórico e Cultural de Leopoldina embasado em reunião do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Leopoldina em reunião realizada no dia 16 de dezembro de 2025. O Tombamento aprovado e homologado será inscrito no Livro do Tombo do Município.
Com o tombamento o município poderá se habilitar a receber recursos oriundos do ICMS Patrimônio Cultural para serem aplicados na recuperação do imóvel que é considerado um marco material da formação política e administrativa da cidade e preservar esse patrimônio significa manter viva a memória coletiva, garantindo que as novas gerações compreendam uma parte importante da história política do município.