Morreu nesta sexta-feira, 26/06 no Rio de Janeiro o poeta e ensaista Alexei Bueno, aos 63 anos. Ele vinha se tratando de um câncer.
Era formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde desenvolveu estudos de literatura e filologia.
Entre suas obras, "As escadas da torre" (1984), "Poemas gregos" (1985), "Lucernário" (1993), "A via estreita" (1995), "Os resistentes" (2001), "A árvore seca" (2006), "Anamnese" (2016), "Cerração" (2019), "O sono dos humildes" (2021), "A noite assediada" (2022), "Naquele remoto agora" (2024), "O irrefreável" (2025) e "A chave quebrada" (2026). Também reuniu sua produção em coletâneas como "Poemas reunidos" (1998), "Poesia reunida" (2003) e "Poesia completa" (2013).
Além “Uma história da poesia brasileira”, publicou ensaios sobre diversos autores brasileiros. Como editor da Nova Aguillar, organizou a obra do poeta Augusto dos Anjos e veio a Leopoldina diversas vezes, participando do Concurso Nacional de Poesias Augusto dos Anjos, dando palestras e participando de outros eventos culturais. Ele plantou o pé de Tamarindo que ainda está junto ao túmulo do poeta no cemitério Municipal Nossa Senhora do Carmo.
Em 2014, por iniciativa do vereador Waldair Barbosa Costa, aprovada pela Câmara Municipal, Alexei recebeu o Título de Cidadão Leopoldinense.
Alexei recebendo o Título de Cidadão Leopoldinense em registro de Jairo Cezar Soares
Zezé Salles, coordenadora do Museu Espaço dos Anjos lembrou em suas redes sociais que na última visita à cidade em 2025, Alexei relembrou mais uma vez que os versos do poema "Queixas Noturnas" deveria estar inscrito no túmulo do poeta.
"As minhas roupas, quero até rompê-las!
Quero, arrancado das prisões carnais,
Viver na luz dos astros imortais,
Abraçado com todas as estrelas!"