12/01/2015 às 21h32min - Atualizada em 12/01/2015 às 21h32min

SUS incorporará novo medicamento para o tratamento de Hepatite C

Os pacientes com hepatite C deverão ter acesso, ainda este ano, a novos medicamentos, mais modernos e eficientes, para o combate à doença

O Daclatasvir será incorporado ao Sistema Único de Saúde.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa, concedeu na terça-feira, 6 de janeiro de 2015, o registro do medicamento Daclatasvir, o primeiro de uma série de três considerados inovadores, que serão incorporados ao Sistema Único de Saúde. Os pacientes com hepatite C deverão ter acesso, ainda este ano, a novos medicamentos, mais modernos e eficientes, para o combate à doença. Os outros dois -sofosbuvir e simeprevir- também tramitam em regime de prioridade na Agência, por pedido do Ministério da Saúde.

O Brasil será um dos primeiros a adotar essa nova tecnologia na rede pública de saúde pública. A cada ano, cerca de 16 mil pessoas são tratadas pela doença no SUS. A expectativa é que o novo tratamento beneficie 60 mil pessoas nos próximos dois anos.

O HU/UFJF oferece tratamento atualmente à aproximadamente 90 pacientes, com o atendimento, específico, realizado às sextas – feiras. A equipe de atendimento conta com quatro residentes, dois pós – graduandos, o Chefe de Serviço do HU/UFJF Dr. Fábio Pace, o Chefe de serviço do Centro de Referência em Hepatologia Dr. Aécio Meirelles, os médicos Juliano Machado de Oliveira e Katia Valéria Dias Barbosa de Oliveira e a Dr. Tarcila Campanha Ribeiro, responsável pela avaliação clínica. A frequência das consultas e acompanhamento dos pacientes depende do grau da doença e da necessidade dos pacientes, em média são atendidos 19 pacientes por consulta.

De acordo com o hepatologista do HU/UFJF, Dr. Aécio Meirelles, essas novas substâncias fazem parte da chamada segunda onda de tratamento da hepatite C. Esses medicamentos vão proporcionar uma diminuição no tempo de tratamento da Hepatite C, que hoje oscila entre 6 meses à 12 meses, e poderá ser reduzido para 12 semanas.

“A grande vantagem é que o tratamento poderá ser feito totalmente oral, com efeitos colaterais mínimos ou inexistentes, e abranger um número maior de pacientes em termo de genótipos da família dos pacientes. O grande problema enfrentado, hoje, são os portadores do genótipo três, que são mais resistentes ao tratamento. Assim os pacientes já tratados pelos medicamentos clássicos, que não conseguiram negativar o vírus, serão resgatados para iniciar o tratamento com os novos medicamentos”.

A doença- A hepatite C é causada pelo vírus C (HCV). A transmissão se dá, dentre outras formas, por meio de transfusão de sangue, compartilhamento de material para uso de drogas, objetos de higiene pessoal como lâminas de barbear e depilar, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam ao fazer tatuagem e/ou colocar piercings. O Brasil é um dos únicos países em desenvolvimento no mundo que oferece diagnóstico, testagem e tratamento universal para as hepatites virais, em sistemas públicos e gratuitos de saúde. A definição do tipo de tratamento a ser seguido pelo paciente é feita pelo médico de acordo com o estágio da doença e as características de cada paciente.

Por Ana Paula Nogueira do Nascimento – Bolsista de Comunicação Social Supervisionada Assessoria de Comunicação do HU/UFJF


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