10/02/2015 às 19h12min - Atualizada em 10/02/2015 às 19h12min

Bejani é condenado a 7 anos de prisão por corrupção passiva

Um dos primeiros gestores de município de grande porte a ser condenado por corrupção pelo TJMG, Bejani vai poder recorrer da decisão em liberdade.

Hoje em Dia
Bejani vai poder recorrer da decisão em liberdade.

A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) condenou o ex-prefeito de Juiz de Fora Alberto Bejani a sete anos e nove meses de prisão em regime fechado por corrupção passiva. O crime foi cometido quando ele administrou a cidade em seu primeiro mandato, exercido entre 1988 e 1992. O acórdão da decisão foi publicado no último dia 2 de fevereiro.

Um dos primeiros gestores de município de grande porte a ser condenado por corrupção pelo TJMG, Bejani vai poder recorrer da decisão em liberdade.

Segundo denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), Bejani recebeu vantagens indevidas para beneficiar a Construtora Paquiá, responsável pela realização de diversas obras na gestão do ex-prefeito.

O principal executivo da empresa é José Manoel Raposo, que morreu em 2000, logo no início da tramitação da ação penal.

Nessa época, o ex-prefeito teve um rápido enriquecimento. Ele, que possuía apenas um veículo em seu nome, viu seu patrimônio pessoal crescer, dois anos depois de ser eleito, com três linhas telefônicas, três carros, uma fazenda, três lotes em área nobre da cidade com uma mansão erguida em um dos terrenos, além de cavalos de raça, um barco de luxo e uma emissora de rádio.

Procurado para falar da condenação de seu cliente, o criminalista Marcelo Leonardo declarou: “Já recorremos às instâncias superiores em Brasília”. Sobre o sequestro em definitivo da Fazenda Liberdade, o defensor afirmou que a medida “não tem relevância”.

Sobrinho do Palhaço Carequinha, Bejani foi circense, radialista e, depois, entrou na política. Conquistou dois mandatos de prefeito e dois de deputado estadual.

 


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