04/03/2015 às 21h29min - Atualizada em 04/03/2015 às 21h29min

Sexagem fetal: é menino ou menina?

Método facilita descoberta do sexo do bebê

É difícil encontrar futuros papais que não queiram saber o sexo do bebê antes do nascimento e optam pela surpresa do momento do parto. Na realidade, o mais comum são casais e familiares querendo matar a curiosidade para, enfim, começar a preparar quarto, enxoval e, claro, escolher o nome da criança. A ultrassonografia já não é o único método para desvendar o mistério. Com a técnica da sexagem fetal, é possível descobrir o sexo do bebê a partir da oitava semana de gestação, independente da posição do feto.

Segundo o ginecologista responsável pela área de reprodução humana da Criogênesis, Dr. Renato de Oliveira, a sexagem fetal é realizada com uma amostra de sangue da mãe. “Durante a gestação, existem células do feto circulando na corrente sanguínea da mãe. O exame faz uma análise laboratorial do sangue materno em busca do cromossomo Y, que caracteriza o sexo masculino. Se ele é detectado, isso significa que o bebê é um menino. Caso contrário, trata-se de uma menina”, explica. Ainda de acordo com o especialista, o teste é seguro, não invasivo e sem qualquer risco para a mãe e para o bebê.

É importante ressaltar que os índices de acerto são maiores com o avançar da gravidez. “Outro ponto importante é que o exame não identifica a gravidez. Desse modo, se a mulher que não estiver grávida fizer o exame, o resultado apontará sexo feminino, pois apenas identificará a ausência de DNA masculino. Além disso, o fato de não ser a primeira gestação não interfere no resultado, pois o DNA fetal é rapidamente eliminado da circulação materna horas após o parto”, pontua Dr. Renato.

O especialista ainda explica sobre outro método que possibilita a escolha do sexo do bebê, mas que não pode ser utilizado sem indicações específicas: a fertilização in vitro com biópsia embrionária. “A biópsia embrionária permite a identificação do sexo daquele embrião que será transferido. Porém, no Brasil, só pode ser utilizado quando há a indicação de pesquisas de doenças relacionadas ao sexo. A escolha do sexo pelo desejo do casal não está liberada", explica o especialista. Apesar do crescente avanço na área de reprodução assistida, o médico alerta: “vale ressaltar que as técnicas existem para ajudar casais com problemas de infertilidade ou questões relacionadas à saúde do casal ou da própria criança”.

Gestação gemelar

E no caso da gravidez de gêmeos? Como é possível identificar o resultado da sexagem fetal? “No caso de gêmeos univitelinos (idênticos), o teste é válido para os dois bebês. Se o exame der menino, os dois bebês serão meninos. Se der menina, os dois bebês serão meninas. Gêmeos idênticos têm o mesmo DNA e, por isso, o mesmo sexo. Em gêmeos diferentes (bivitelinos), o resultado positivo para o cromossomo Y significa que ao menos um dos gêmeos será menino. Se o resultado der ausência do cromossomo Y, pode-se dizer que ambas são meninas”, finaliza o ginecologista.

Doenças diagnosticadas

O exame também é utilizado para revelar algumas doenças ligadas ao sexo. A Hemofilia (diagnosticada na maioria dos casos em homens) causa hemorragias intramusculares e intra-articulares desgastando cartilagens e ossos. Quando diagnosticada ainda durante a gravidez, o tratamento é mais eficaz. Outra doença genética é a acondroplasia, que causa o encurtamento dos membros – nanismo. Como a doença é recessiva, pai e mãe podem não ser anões, mas passam o gene para o bebê.  Já a hiperplasia adrenal congênita, causa a masculinização da genitália. Quando detectada durante a gravidez, o tratamento é a base de corticoides, visando a reversão do quadro.

Sobre a Criogênesis

A Criogênesis nasceu em São Paulo e possui mais de 10 anos de experiência no mercado brasileiro e é membro institucional da AABB (Associação Norte Americana de Bancos de Sangue). A clínica é referência em serviços de coleta e criopreservação de células-tronco, medicina reprodutiva, gel de plaquetas e aférese, incluindo a diferenciada técnica de fotoférese extracorpórea. Sua missão é estimular o desenvolvimento da biotecnologia através de pesquisas, assegurando uma reserva celular para tratamento genético futuro. www.criogenesis.com.br

Ana Lucia Pinto-Assessoria de Imprensa


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