11/04/2015 às 17h35min - Atualizada em 11/04/2015 às 17h35min

Funed incinera 40 toneladas de medicamentos vencidos

Remédios produzidos na fundação entre 2006 e 2012 deveriam ter sido dados à população

Aline Reskalla, em O Tempo Online
A fábrica de biofármacos, prevista para operar em 2012, ainda não tem previsão de produzir.

Num país em que a população carente ainda sofre para ter acesso a medicamentos básicos, 40 toneladas de remédios que deveriam ter sido distribuídos à população mineira pela Secretaria de Estado da Saúde foram incinerados pela Fundação Ezequiel Dias (Funed) em dezembro de 2014 porque perderam a validade. São 40 tipos de remédios líquidos e sólidos produzidos pela fundação entre 2006 e 2012, durante governo do PSDB em Minas – entre eles dipirona, mebendazol, captoril e hidroclorotiazida.

Funcionários da Funed denunciaram o caso ao Sindicato dos Servidores da Saúde de Minas Gerais (Sindsaúde), que repassou a denúncia ao Ministério Público de Minas Gerais e pediu esclarecimentos à direção da autarquia. De acordo com o coordenador-técnico da entidade, Renato Barros, nenhuma resposta havia sido enviada ao sindicato até ontem. A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Funed no fim da tarde de ontem por e-mail e telefone, mas não obteve sucesso. A Secretaria de Estado da Saúde informou, por e-mail, que o caso está sendo apurado internamente, mas não tinha como dar mais informações ontem.

O ex-presidente da Funed Francisco Tavares, que ficou no cargo por 11 meses em 2014, disse que, ao tomar posse, se assustou com a situação. “Quando eu cheguei isso já estava lá, abri processos de apuração de responsabilidades e tomei a providência de incinerar”, disse ontem a O TEMPO. Uma sindicância interna apura o valor e os responsáveis pelo prejuízo.

 


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