08/12/2015 às 14h38min - Atualizada em 08/12/2015 às 14h38min

Carros abandonados em Leopoldina podem se tornar criadouros do mosquito da Dengue

Veículos em depósito de ferro velho são potenciais focos de dengue com o acúmulo d’água em seu interior.

Luiz Otávio Meneghite
Este é um dos 118 carros já catalogados pela Prefeitura com sinais de abandono. (Foto: João Gabriel B. Meneghite)
Além dos carros que entopem as estreitas ruas de Leopoldina, se tornou cada vez mais comum o abandono dos veícu­los nas vias públicas. Uma fonte da Prefeitura informou que já foram catalogados 118 carros com aparência de abandonados pelos seus donos nas ruas da cidade
 
Por toda a cidade se encon­tram veículos com aparência de abandonados pelos donos. Poucos podem ser recupera­dos tal é o péssimo estado de conservação. Muitos deles vi­raram sucatas e outros ficam estacionados nas ruas com vi­dros quebrados por onde entra a água de chuva o que os torna criadouros do mosquito Aedes Aegypti, o transmissor da Den­gue. Alguns são utilizados por moradores de ruas e usuários de drogas.
 
Na tarde de terça-feira, 8 de dezembro, o Jornal Leopoldinense deu uma volta rápida em alguns pontos da cidade e registrou alguns flagrantes de carros que foram esquecidos pelos donos. O número de veículos nas mes­mas condições é imenso. De quem é a competência para agir nesses casos? O jornal Leopoldinense apurou que a responsabilidade é da Prefeitura de Leopoldina e já existe lei que ampara uma ação do poder público, porém, a burocracia está impedindo uma ação mais dinâmica para retirar os carros abandonados das ruas.
 
O fato é que, com a estação das chuvas, o risco desses carros se transformarem em criadouros do mosquito da dengue é muito maior. A situação é muito séria e pode se tornar muito grave se a retirada imediata deles das ruas não ocorrer antes que uma epidemia de dengue possa afetar a cidade.
 
Por outro lado, não basta transferir o problema de lugar com a ida deles para um depósito se lá não forem adotadas medidas para evitar que a água continue se acumulando no interior de suas carcaças, assim como já ocorre em alguns conhecidos depósitos de ferro velho. O que fazer numa situação como essa?
Se você sabe de algum carro nessas condições, pode foto­grafá-lo e enviar para o Jornal Leopoldinense Online via e­-mail: gln@leopoldinense.com.br com a identificação da rua onde ele está abandonado.

Criadouros do mosquito e medidas Preventivas

Na zona urbana os principais criadouros são os recipientes artificiais descartados indiscriminadamente a céu aberto pela população e que servem como locais de acúmulo da água da chuva. Desta forma todo e qualquer depósito deve ser protegido a fim de garantir a não atração e proliferação do vetor. Os objetos e/ou materiais inservíveis devem ser eliminados, em primeiro lugar pelos moradores e posteriormente pelos Agentes de Controle de Vetor nas inspeções de rotina. Os criadouros são principalmente os  carros abandonados e os depositados nos chamados ferro velhos, pneus, latas, vidros, garrafas, vasos de flores, pratos de vasos, caixas de água, tonéis, latões, cisternas, piscinas, tampinhas de garrafas, bebedouros de animais, entre outros. Muitas vezes, os pneus e os carros em depósitos de ferro velho são responsáveis por reinfestações à distância. Por esta razão recomenda-se sua guarda em local coberto e protegido da chuva. A redução de recipientes que possam servir como criadouros é ainda o melhor método para se prevenir a disseminação de mosquitos e, conseqüentemente, de doenças transmitidas por eles.


Ferro velho à margem da BR 116 onde se vê carros com vidros quebrados.
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