29/01/2016 às 19h17min - Atualizada em 29/01/2016 às 19h17min

Carta aberta aos associados do Clube do Moinho

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Marcus Vinicius Barroso Madaleno
Meus grandes amigos, quero compartilhar com vocês um acontecimento recente em minha trajetória profissional e gostaria muitíssimo que vocês tirassem um minuto para ler essa carta que posto a seguir. Antes de mais nada, gostaria de agradecer a todos que estiveram ao meu lado e que, principalmente, confiam em minha idoneidade e capacidade administrativa, esta sempre pautada por arrojo e, acima de tudo, voltada para todos os associados do Clube do Moinho.

"Leopoldina, 21 de janeiro de 2016

Marcus Vinicius Barroso Madaleno, ex-presidente
 
Estimado associado do Clube do Moinho

A medida que penso no que escrever para você, um filme passa em minha cabeça, com imagens de tempos de alegria e de uma convivência harmônica entre todas as famílias de nosso estimado Clube. E com esse cenário em mente, gostaria de compartilhar com você um pouco do que fomos e do que somos hoje.

Ao me candidatar para presidente do nosso Moinho, não almejava nada mais que um saudosista cidadão de Leopoldina e um amante do nosso Clube gostaria de retomar, que seja os tempos áureos do maior local de convivência da cidade. Com minha experiência em grandes clubes do Brasil, pretendia levar o até então pequeno Moinho a outros patamares. Sabia que seria complicado, a começar pela candidatura, questionada, à época, por várias pessoas que então o administravam. Após algumas discussões e sempre seguindo o estatuto vigente, nos candidatamos e conseguimos o sucesso, quebrando assim uma hegemonia de anos dentro do Moinho.

Começamos os trabalhos com desconfiança de várias pessoas, mas também com o apoio de muitas, principalmente daqueles que nos elegeram. Mas, como mudanças sempre trazem dificuldades, encontramos diversos entraves, a começar com a situação de nosso salão de festas. Você já conhece essa história, mas para resumir, a situação foi resolvida com muito profissionalismo e competência da nossa administração, e com um detalhe muito importante: sem onerar o associado. Nos tornamos o único clube da região a possuir o tão importante AVCB do Corpo de Bombeiros e, com isto, estávamos aptos a receber muitos e variados eventos em nossa sede.

A partir daí começamos o processo de valorização do nosso patrimônio através de modificações que você conhece e viu muito bem: reformamos nosso salão inteiro; reformamos o piso do bar da piscina e da entrada do Clube; instalamos climatizadores de ar no salão; investimos em aparelhos da nossa academia de ginástica; atualizamos e instalamos o novo sistema de acesso, também conhecido por hand key, visando controlar melhor a entrada e assim privilegiar somente aquele que realmente estava em dia com o Moinho; adquirimos mais esteiras e bicicletas de spinning; fizemos um melhor espaço para a choperia e para o espaço gourmet; além de outros. Também resgatamos vários associados através da promoção de grandes eventos sociais, infantis e esportivos, tudo com a intenção de valorizar ainda mais nosso patrimônio e nosso meio de lazer e convivência. E conseguimos. O valor de nossa cota aumentou no mercado e a família Moinho via, cada vez mais, o valor, tanto financeiro quanto sentimental de nosso Clube, ser ampliado.

Bom, como nem tudo são flores e sabendo que agradar a todos é sempre muito complicado, o nosso objetivo, mesmo parecendo impossível, continuou a ser o de buscar o maior índice de aceitação possível para o Clube. Sempre desejamos mostrar a todos que o Moinho era um local eclético, com programação para todas as pessoas, onde todos poderiam ser felizes.

Em virtude dessa nova e moderna administração que praticávamos, sempre pautada por transparência, contato com os associados e amizade, um sentimento pouco louvável se manifestou em uma dúzia de pessoas: a tão baixa inveja. E a partir daqui, caro associado, também embutido em minhas palavras, segue um desabafo por tudo que vivenciei e que muitos de vocês desconhecem.

Infelizmente tive que conviver, desde o primeiro dia da nossa gestão, com a ira de pessoas que não gostavam de mim por não fazer do Moinho um quintal da casa de poucos. O Moinho é de todos os sócios, e não um local de “cabide de empregos” de alguns. O Moinho, desde a minha entrada na administração, foi uma empresa idônea, correta e transparente. Diziam que estávamos devendo algo em torno de R$ 600.000,00, mas, convenientemente “esqueceram” de colocar as receitas nessa conta. Posso garantir a você que o Moinho nunca irá falir, pois a fórmula do sucesso é simples. Basta levar o que o sócio quer. Assim conseguimos fidelizar as pessoas com qualidade de vida e sem onerar na mensalidade paga. 

Essas pessoas criaram um cenário tão pouco provável e tão falso que, além, claro, da constante insistência em me denegrir, resolveram me afastar e, com isso, uma nova e improvisada diretoria assumiu. Perseguiram-me sem precedentes. Uma das medidas impostas por essas pessoas foi a de me proibir a movimentar a conta bancária do Clube sem o aval de um membro dessa nova administração. Conclusão? Como a inveja é destruidora e o que eles pretendiam sempre foi me prejudicar, optaram por não assinar nada em conjunto comigo e, em decorrência disso, várias contas do Moinho estão em aberto atualmente. Energia, água, salários e dívidas trabalhistas – que, apenas para esclarecimento, nenhuma oriunda em minha gestão -, são alguns exemplos. E sobre esta última gostaria de informar para você que, por não terem sido pagas em dia, a multa gira em torno de 100% do valor. A administração improvisada informou que o Dr. Pompilho, a quem tenho muita estima, seria a pessoa que decidiria sobre o desfecho. Compartilhei minha visão de que tudo isso que o Clube está em aberto são despesas comuns a várias empresas, e que por termos verba para quitar, devemos, portanto, saldar todas as dívidas. Após concordância do Dr. Pompilho, foi passado para a diretoria essa visão e, para a minha surpresa, nada foi resolvido. Novamente, tudo para me rebaixar.

Como você pode perceber, meu caro amigo, foram momentos tristes o que vivenciamos nos últimos meses. E mesmo com toda esta campanha contra a minha pessoa, optei por essa batalha, inclusive em nível judicial para voltar como presidente, pois não considero uma atitude sensata a de deixar essas pessoas me ofenderem sem poder reagir. Todas as contas e todos os papéis foram negados quando solicitei nesse período afastado. Precisava mostrar para você que todas as nossas contas estavam de acordo com o dia a dia do Moinho, que tudo que fizemos foi legal, correto e sem nenhuma outra pretensão, senão a de levar mais e mais atualizações para nosso Clube.

Para piorar ainda mais o cenário aqui descrito, enfrentamos essa tão falada crise que assola nosso país, o que culminou em um aumento considerável da conta de luz e outros, ocasionando, naturalmente, o aumento da inadimplência. Como esse cenário não é culpa dos nossos associados, devemos ser flexíveis, e como não podíamos deixar de manter o Clube, acabei emprestando, do meu bolso, uma quantia para que não fosse necessário qualquer tipo de ônus para o sócio.

Também queria dizer que muito também foi ofuscado por essas pessoas. Cito, por exemplo, a negação deles por um direito de vocês. Consta em estatuto que o associado que desejar quitar suas mensalidades de maneira adiantada, o Clube pode oferecer um desconto de 10%. O que, logicamente, não foi autorizado por eles. Então eu lhe pergunto: o que eles realmente querem? Ajudar os associados ou fazer o que eles acham que seja melhor para eles próprios? Se eles realmente acham que a nossa administração fez algo errado, gostaria de informá-los que as minhas contas foram auditadas por uma empresa do Rio de Janeiro e também abertas para alguns escritórios de Leopoldina, e, como já era previsto, não foi encontrada nenhuma irregularidade. Digo mais, faço questão que eles façam uma auditoria dentro do nosso Clube. Vou repetir para não ter qualquer tipo de interpretação errada. Eu faço votos de que seja feita uma análise com uma empresa idônea e profissional para que todos possam ver a verdade, que não foi feito absolutamente nada de maneira errada. Não tenho nada a esconder, pois estou com a consciência tranquila acerca de minha idoneidade, honestidade, assim como a de toda a diretoria e secretaria.
Para finalizar, gostaria de agradecer a você que sempre pagou suas mensalidades em dia, pelo carinho e confiança depositado em nosso trabalho durante o período de nossa gestão. Do fundo do meu coração, agradeço.

E também, por meio desta, venho, formalmente, renunciar meu cargo de presidente, pois após episódios como estes aqui narrados, não gostaria de ter meu nome, patrimônio que todos nós devemos prezar com carinho e afinco, associado a qualquer tipo de situação ilegal. Minha consciência está limpa com relação a isso. Tudo que fizemos foi com o foco em você, em levar melhorias para toda a sua família. E acredito termos obtido êxito, por isso saímos de cabeça erguida e com a sensação de dever cumprido. Mas deixo essa tarefa agora para essas pessoas que realmente desejam administrar o Moinho, pois uma vontade como essa, que inclusive passa por cima dos outros, não faz meu estilo de gerir. E, mesmo com tudo, desejo sucesso para eles, pois rancor é um sentimento que não gostaria de guardar ao final dessa etapa que passamos juntos. Gostaria apenas de dar um último conselho para você. O sócio é o verdadeiro dono do Clube, portanto, em qualquer decisão, intervenha, leia o estatuto, tenha voz ativa. Não deixem outros fazerem algo que você não concorda. Exijam que as regras sejam cumpridas.

Obrigado por tudo mais uma vez. Foi a sua força que me fez abrir e deixar às claras tudo que passamos. A honestidade é um bem que estamos em falta nos dias de hoje. E sem ela, como podemos evoluir?
Mesmo com tudo aqui dito, finalizo com: meu amigo associado, estaremos sempre juntos, acredite.

Um abraço,

Ex Presidente - Marcus Vinícius Barroso Madaleno

Apenas para concluir, o Clube do Moinho, atualmente, possui em caixa, em torno de R$ 122.000,00 para pagamento de qualquer tipo de despesas. Gostaria que refletissem e tirassem suas conclusões sobre quem é quem nesse história e sobre os acontecimentos recentes.
Já dizia uma grande frase: "O valor de um homem pode ser medido pela qualidade e pela quantidade de inimigos que ele possui".
Obrigado mais uma vez e me desculpe por tomar alguns minutos do seu tempo.

Abraços
Marcus Vinicius Barroso Madaleno
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