28/02/2016 às 15h33min - Atualizada em 28/02/2016 às 15h33min

Manga Palmer, a nova fronteira agrícola da Zona da Mata

Um milhão de toneladas da fruta, com qualidade irrepreensível, será colhida em duas fazendas locais, alvos de projeto do Sebrae

A manga está se transformado em fonte de divisas para agricultores da Zona da Mata mineira.
A manga, uma das mais apreciadas frutas tropicais e um dos itens de destaque do agronegócio mineiro (especialmente na Região do Jaíba, no Norte do estado, onde os produtores contam com o apoio do Sebrae Minas), está se transformado também em fonte de divisas para agricultores da Zona da Mata mineira, onde foi registrada uma produção significativa em 2015 da manga Palmer. Apenas em duas propriedades da região a colheita da safra 2015/2016 chegará a um milhão de toneladas.

Para que este resultado fosse alcançado muito contribuiu o trabalho conduzido pelo Sebrae, por meio do Programa Sebraetec, uma inovadora ferramenta criada para implantar, ou ampliar, os conceitos de inovação nas empresas. “Buscamos o aperfeiçoamento tecnológico do manejo da cultura de manga, visando melhorar a qualidade e produtividade para atender aos mais exigentes mercados, tanto interno quanto externo”, frisa a analista do Sebrae Minas, microrregião de Ubá, na Zona da Mata, Lúcia Neves Caiaffa São Paulo.

A Palmer, originária da Ásia e bem adaptada ao Brasil, é considerada uma manga nobre, de grande porte (cada unidade pesa, em média, 400 gramas), muito saborosa, com pouca fibra e, numa definição genérica, “doce como mel e macia como mamão”. “Esta qualidade é fruto (sem trocadilho) do trabalho iniciado em 2012 na Zona da Mata”, ressalta o consultor do Sebraetec, Moacir Brito Oliveira. Sua avaliação merece crédito, uma vez que ele também presta consultoria à Região do Jaíba, que soma mais de 3,5 mil agricultores.

Penacho e Córrego Fundo

Na Fazenda Penacho, em Rio Pomba, a colheita sobre o plantio feito em 2015 será de 330 toneladas, totalmente comercializada em Minas e no Rio de Janeiro. De acordo com a proprietária, Eline Piancastelli, a retaguarda tecnológica do Sebraetec (“e a competência do consultor”) “foram fundamentais para este bom desempenho”. Na Penacho só existe a manga Palmer (que ocupa área de 16 hectares), em detrimento da variedade Ubá, tão comum na região. “Preferimos a Palmer por ser uma manga de mesa, mais rentável do que a Ubá, que tem preço mais baixo e vai para as indústrias de suco”, explica.

A fazendeira Eline comercializa a fruta direto com as centrais de abastecimento, a R$2,20 o quilo. A colheita é toda manual (mecanizada só a pulverização da plantação) e a fazenda conta com nove funcionários fixos, número que cresce exponencialmente durante a colheita. No total, a Penacho possui 82 hectares. Além da Palmer, a propriedade é utilizada para a criação de gado de leite.

Na vizinha Piraúba, o Sítio Córrego Fundo também apostou na Palmer e o proprietário Fernando Duarte não tem do que reclamar. São 22 hectares apenas com a manga e a produção ficará próxima a 500 toneladas. A fruta é vendida a R$2,50 para os mercados fluminense, mineiro e paulista.

“Buscamos qualidade no Sebraetec, sem o que não conseguiríamos”, admite o fazendeiro que também cultiva goiaba (que produz durante o ano todo) e mexerica Pokan (de maio a agosto), em uma área global de 60 hectares. A colheita da manga deve perdurar até meados de março, graças aos 20 funcionários diretos e a outros tantos que serão contratados temporariamente.

O Sebraetec chegou à Fazenda Penacho em 2012 e ao Sítio Córrego Fundo em 2015. “O que fizemos, basicamente, foi aprimorar a tecnologia de cultivo. Superamos limitações em fatores como clima (inverno rigoroso e verão chuvoso) e relevo (montanhoso) e, hoje, a manga Palmer da Zona da Mata não deve nada à do Jaíba”. Ressalte-se que, naquela porção do Norte mineiro, as condições são mais propícias para a manga Palmer, com clima quente o ano todo e uma planura que se estende por todo território.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias MG
 
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