08/03/2016 às 14h26min - Atualizada em 08/03/2016 às 14h26min

Leitor comprova com fotos que árvores em Tebas estavam envenenadas

Denúncia original foi feita em outubro de 2015 e provocou nota oficial da Prefeitura de Leopoldina na ocasião.

Luiz Otávio Meneghite

►​ A foto de 2015 mostrava um orifício sugerindo o local do envenenamento

O leitor do Jornal Leopoldinense Online, professor Junior Almeida, enviou e-mail à Redação nesta terça-feira, 8 de março de 2016, acompanhado de fotos que comprovam a morte de árvores na Travessa Antonio Arruda, no distrito de Tebas. Em outubro do ano passado ele havia feito a denúncia de que algumas árvores (oitizeiros) haviam sido envenenadas.
 
Dizia o texto naquela ocasião: “Como podemos acreditar que existem em pleno século 21, pessoas capazes de envenenar árvores (4 árvores) para matá-las, mesmo sabendo que as árvores nos trazem somente benefícios. Nosso saudoso Nilo Ramos (foi vereador do distrito de Tebas e já falecido) deve estar muito triste, pois, foi com muita luta, que ele conseguiu quando vereador o plantio das mudas dessas árvores para no distrito de Tebas. Pedimos que autoridades competentes façam algo, para que isso não vire moda no distrito”, encerrou o leitor que disponibilizou várias fotos no link de sua página no facebook:
https://www.facebook.com/junior.almeida.56884761/posts/1078441108846273


►​ Em 2015 as árvores já estavam secando
 
Após a divulgação da denúncia no Jornal Leopoldinense Online e na página do professor no Facebook, a Prefeitura de Leopoldina através de sua assessoria de imprensa divulgou a seguinte nota:

Nota Oficial da Prefeitura
Esclarecimento sobre a denúncia de envenenamento das árvores em Tebas

A denúncia do provável envenenamento das quatro árvores em Tebas chegou ao conhecimento do prefeito José Roberto de Oliveira, que determinou imediatamente à Secretaria de Meio Ambiente que apurasse o fato. O prefeito relembrou que à época do plantio dos oitis no distrito ele estava à frente do Executivo Municipal e que foi um dos grandes apoiadores desta iniciativa do saudoso vereador Nilo Ramos.
O Chefe do Departamento Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, engenheiro ambiental Saulo Lopes Barbosa, informou que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, através do Secretário Marco Antônio Toledo Gorrado, solicitou ao Subtenente Carpinetti, da Polícia Militar Ambiental, que acompanhasse a engenheira ambiental Érica Bedim, técnica ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e sua equipe até o local para avaliar a situação das árvores. A vistoria aconteceu na tarde de quinta-feira, 29 de outubro de 2015. 
 
A equipe da Secretaria de Meio Ambiente esclareceu que na vistoria feita não foram encontrados indícios capazes de confirmar que as árvores foram envenenadas, apenas alguns arranhões. Ainda segundo o relato dos técnicos da Secretaria e também da Polícia Militar Ambiental, as árvores não estavam secas. Durante as próximas semanas elas serão monitoradas para verificar se algum sinal de envenenamento será produzido”.
 
A mensagem do professor divulgada nesta terça-feira, 8 de março
 
“Pois é amigos, foi mais fácil deixar pra lá, achando que o tempo iria curar as árvores e também cairia no esquecimento de nós tebanos.Foi mais fácil falar que o professor estava equivocado.Mas o professor ama Tebas. O professor vai lutar por Tebas sempre.O professor passa naquela rua há 33 anos e viu aquela árvore nascer e não queria ver ela morrer. E agora autoridades competentes? Pra mim uma árvore morta, é como se fosse uma pessoa morta 5 meses se passaram. Muito triste estou, muito indignado estou. Sabe porque??? Porque eu amo Tebas. Eu não venho aqui de 4 em 4 anos. Eu estou aqui todos os dias e nunca irei desistir de Tebas. Agora meus amigos, sou um simples professor, nunca estudei engenharia ambiental, porém quando eu disse que as árvores foram envenenadas, não falei para aparecer em jornais ou rádios. Eu fiz a denúncia porque eu amo Tebas. Esse é o meu lugar, o melhor lugar do mundo”, bradou Junior Tebano.


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Foto tirada em 8 de março de 2016



► Uma segunda árvore em processo de secagem


► Cinco meses depois da denúncia, a árvore está seca

 
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