29/04/2016 às 19h07min - Atualizada em 29/04/2016 às 19h07min

Ato da Presidente Dilma garante médicos cubanos em Leopoldina até 2019

Os médicos cubanos Lázara Milagros Velasco Gomes, Marlene Muniz Tamaio e Oleski Savala, atendem ao Programa Saúde da Família.

Edição: Luiz OtávioMeneghite(*)
Presidente Dilma assina MP que estende contratos do Mais Médicos até 2019 (Foto Roberto Stuckert FilhoPR)
A presidente Dilma Rousseff assinou nesta sexta-feira, 29 de abril, uma  MP (Medida Provisória) que autoriza a prorrogação, por até três anos, dos contratos de profissionais estrangeiros no programa Mais Médicos. Segundo o governo, a regra evita que 12,9 mil profissionais de saúde sejam obrigados a deixar os postos de trabalho até o fim do ano.

“Essa autorização vai beneficiar a população imediatamente. São 7.005 médicos formados no exterior, aqueles que aderiram ao programa na primeira hora, que precisariam deixar seus postos agora em agosto. Com essa medida, nós garantimos que esses médicos permaneçam”, declarou Dilma.

Outros 5.961 médicos também precisariam retornar para seus países até o fim do ano. Com a mudança, os contratos podem ser renovados até 2019, desde que haja concordância do profissional, da prefeitura e da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), nos contratos intermediados pela entidade.

A medida provisória também extingue a necessidade de um exame de revalidação do diploma, que era previsto como condição para renovar os contratos. Segundo Dilma, a mudança nas regras “iguala as condições de participação para médicos formados no Brasil e formados no exterior”.

“Nós sabemos que ainda não há profissionais formados no Brasil em número suficiente e, mais grave que isso, a maior parte das vagas está em localidades remotas e de difícil acesso, onde é difícil os médicos com registro no Brasil optarem por fixar residência. Daí a importância de ter esses médicos com permanência garantida. Agimos preventivamente para que a saúde do nosso povo continue recebendo a atenção necessária e os vazios assistenciais, onde não se via médico, não voltem a existir”, disse a presidente.

Para refrescar a memória



Os médicos cubanos Lázara Milagros Velasco Gomes, Marlene Muniz Tamaio e Oleski Savala, ladeados pela Secretária Lucia Gama e pelo prefeito José Roberto de Oliveira. (Foto: Kalon Moraes)

Cubanos do Programa Mais Médicos em Leopoldina

Luiz Otávio Meneghite
A Secretária Municipal de Saúde, Lúcia Helena Fernandes da Gama, retornou no dia 22/4/2014, de Belo Horizonte onde recepcionou em nome do prefeito José Roberto de Oliveira, três médicos cubanos integrantes do ‘Programa Mais Médicos’, para trabalhar em Leopoldina.

São duas mulheres e um homem, Lázara Milagros Velasco Gomes, Marlene Muniz Tamaio e Oleski Savala, que estão lotados em unidades básicas de saúde do Programa Saúde da Família. O jornal Leopoldinense apurou que todos os três já participaram de outras missões voluntárias em países como Venezuela e Angola. Em Leopoldina, os médicos cubanos não ocupam lugares de médicos brasileiros e suprem vagas onde se tem encontrado dificuldade de permanência de profissionais.

Na ocasião da chegada dos médicos cubanos a Leopoldina, a  secretária Lúcia Gama contou ao jornal Leopoldinense que, o que ouviu dos três médicos durante a viagem para Leopoldina, a deixou entusiasmada. “É tudo o que sonhei para o Programa Saúde da Família em Leopoldina. Acredito, disse Lúcia, que a maior parte dos nossos problemas no setor serão resolvidos com esses profissionais

Na mesma ocasião, o Prefeito José Roberto também falou da chegada dos médicos cubanos: “É com grande satisfação que recebemos os três médicos, dentro do programa do Governo Federal e vamos dar toda assistência necessária, para o bom desempenho destes profissionais, priorizando cada vez mais, uma saúde melhor para os leopoldinenses”, finalizou.
 

(*)Fonte de informação: Departamento de Relações com a Imprensa Regional Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
 

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