28/05/2016 às 14h58min - Atualizada em 28/05/2016 às 14h58min

Emprego formal em Minas tem saldo positivo em abril

Geração de vagas chegou a 3.886 no Estado puxada pelo agronegócio

Mara Bianchetti – Diário do Comércio
Produtores de café das regiões Sul e das Matas de Minas anteciparam os trabalhos e já colhem os grãos desde o fim de março.(Foto:Eric Gonçalves)
Produtores de café das regiões Sul e das Matas de Minas anteciparam os trabalhos e já colhem os grãos desde o fim de março/Eric Gonçalves
Com a antecipação da colheita do café, o emprego formal em Minas Gerais apresentou o primeiro resultado positivo do ano em abril. Ao todo foram geradas 3.886 vagas, resultantes da admissão de 144.432 trabalhadores e da dispensa de outros 140.546.

Somente o agronegócio foi responsável pela criação de 5.569 postos de trabalho. Ainda assim, o resultado mensal não foi suficiente para elevar o saldo do Estado em 2016. No primeiro quadrimestre já são 21.852 vagas encerradas e nos últimos 12 meses esse número ultrapassa a casa dos 203 mil.
 
Os dados fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados na quarta-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Na comparação com abril do ano anterior, o estoque positivo de assalariados com carteira assinada foi bem maior. No quarto mês de 2015 o saldo de empregos em Minas havia sido negativo em 6.964 postos, configurando o pior abril para o Estado desde 2003.

Neste exercício, o superávit de 5.659 empregos na agricultura no mês passado, resultaram das 18.194 admissões contra as 12.535 dispensas. O número chegou a ser, inclusive, superior às 4.269 vagas registradas pelo setor no mesmo mês de 2015.

Devido às temperaturas mais elevadas e às chuvas abundantes nos primeiros meses do ano, a colheita da safra de café nas regiões mais baixas de Minas Gerais foi antecipada. Com isso, os produtores do Sul e das Matas de Minas já estão colhendo os grãos desde o fim de março.
 
O comércio também teve resultado positivo no mês. Ao todo foram 525 postos de trabalho criados a partir da contratação de 34.915 profissionais e da demissão de 34.390. Além disso, o número é maior do que o superávit de 169 vagas de igual mês de 2015.

O segmento de serviços seguiu a mesma linha e encerrou abril com 156 postos de trabalho gerados. O total admitido foi 48.762 e o montante de desligamentos chegou a 48.606. Neste caso, porém, o resultado foi muito inferior ao observado em abril de 2015, quando o saldo do setor ficou positivo com 1.188 empregos gerados.

Déficit - Na outra ponta, a construção civil foi o setor com o maior déficit do mês em Minas: 1.137. Cerca de 18,7 mil funcionários foram admitidos, mas 20 mil foram dispensados. De toda forma, o resultado foi menos pior do que um ano antes, quando o déficit de emprego no setor atingiu 5.497 postos de emprego extintos.

De maneira semelhante, a indústria da transformação teve saldo negativo de 741 vagas no mês passado, proveniente de 22.553 pessoas admitidas e 23.294 desligadas. Já em abril de 2015 o emprego do setor apresentou déficit de 6.444 postos de trabalho.

Em relação aos números do acumulado do ano, os 21.852 empregos extintos de janeiro a abril são superiores às 18.674 vagas canceladas na mesma época de 2015. O pior desempenho neste caso ocorreu no comércio, cujo déficit chegou a 21.650. O resultado da construção civil também contribuiu consideravelmente (-5.504).
 
Por outro lado, a agropecuária teve superávit de 10.805 vagas e a administração pública de 1.055 no primeiro quadrimestre de 2016.
 
Já nos últimos 12 meses, o fechamento de postos de trabalho mais que dobrou em Minas Gerais, saindo de 63.644 vagas em abril do ano passado para 203.358 em abril deste exercício. As maiores contribuições negativas neste caso vieram da indústria da transformação (-67.715), da construção civil (-59.138) e do segmento de serviços (-46.072).

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