11/06/2016 às 17h49min - Atualizada em 11/06/2016 às 17h49min

Colchões queimados, tiros e confusão nas penitenciárias mineiras

Tatiana Lagôa
Hoje em Dia
Rebelião em Ribeirão das Neves. (Divulgação/Facebook )

Em algumas penitenciárias do Estado, a madrugada deste sábado (11) foi de verdadeiro terror. Há relatos de motins, com colchões queimados em algumas unidades prisionais, em resposta à proibição de visitas de familiares neste domingo (11). Em Bicas I e Bicas II, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a situação de conflito permanece na tarde deste sábado. 

Em Bicas II, um motim levou à queima de colchões durante a madrugada. Já na unidade de Bicas I, detentos se rebelaram na manhã deste domingo. Em resposta, policiais militares dispararam tiros e bombas. As visitas foram canceladas em parte das unidades do Estado. Algumas, como todas as de Ribeirão das Neves, voltaram atrás da decisão e permitiram a entrada de familiares.

Em Montes Claros, no Norte de Minas, dois ônibus já foram incendiados neste sábado, supostamente ordenados por presidiários. O primeiro foi por volta de 7 horas da manhã, no bairro Vila Sion. O segundo foi durante a tarde, no bairro Maracanã. A motivação teria sido a proibição de visitas nas penitenciárias do município, Jaraguá e Franscisco Sá. Informações não oficiais dão conta de um possível recolhimento dos ônibus na cidade para evitar novas depredações. 

“No início do dia tínhamos a adesão de agentes em praticamente todos as unidades. Os agentes compareceriam para manter o efetivo de segurança, mas cruzariam os braços. A ideia era garantir os serviços essenciais, como alimentação de presos. Mas, com a liminar, muitos acabaram trabalhando”, afirma a assessora jurídica do Sindicato dos Agentes Penitenciários, Josyenne Reis. 

O Estado conta com aproximadamente 9 mil agentes contratados e 7 mil efetivados. Dentre as reinvidicações da categoria, está a aprovação do projeto da Lei Orgânica, que legisla sobre questões como a aposentadoria e planos de cargos e salários da categoria. O projeto foi discutido, mas falta ser encaminhado à Assembleia Legislativa de Minas para a votação.

Link
Tags »
Notícias Relacionadas »
Comentários »