30/08/2016 às 00h00min - Atualizada em 30/08/2016 às 00h00min

Workshop discute novas tecnologias para o tratamento sustentável de esgoto em Minas Gerais

Parceria entre o Governo de Minas, UFMG e Copasa com o Reino Unido estimula o aproveitamento de subprodutos dos resíduos para promover melhorias nas condições de vida e saúde da população

Uma nova forma de tratamento de esgoto visando ao aproveitamento e valorização de seus subprodutos e à redução dos impactos ambientais da geração de resíduos sólidos em Minas Gerais foi amplamente discutida durante workshop realizado com especialistas em saneamento do Estado e do Reino Unido, nesta sexta-feira (26), na Cidade Administrativa.

O evento faz parte do projeto “Capacitação para implementação de tecnologias de baixo carbono para tratamento de esgoto e resíduos sólidos no Estado de Minas Gerais” que vem sendo desenvolvido pelo Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da UFMG (Desa), juntamente com a Copasa, a Embaixada Britânica no Brasil e países do Reino Unido, e que agora conta com a parceria do Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Regional Política Urbana e Gestão Metropolitana (Sedru).

A parceria é fruto de uma cooperação com o Reino Unido que está investindo fundos ingleses e britânicos em projetos no Estado, com foco no desenvolvimento e no compartilhamento de tecnologias e conhecimento. Segundo o cônsul geral britânico para Belo Horizonte, Thomas Nemes, este é um dos quatro projetos de cooperação com o Governo de Minas Gerais, já aprovados em 2016.

A partir do cenário do saneamento no Estado, que apresenta déficit de coleta e de tratamento de esgoto, tecnologias não apropriadas às realidades locais ou até mesmo inexistentes, o objetivo do projeto é elaborar um diagnóstico e produzir, num período de 10 meses, informações e guias para que os prestadores de serviços de saneamento no Estado aprimorem seus processos e incorporem o conceito de economia circular.

Segundo o coordenador do projeto, professor Cesar Rossas Mota Filho, a adequação ou implementação de infraestruturas associadas a este conceito vai permitir a redução de impactos ambientais, por meio do uso de tecnologias de valorização de resíduos e subprodutos, e a partir do seu aproveitamento no ciclo produtivo, melhorando assim as condições de vida e saúde da população.

O projeto

A proposta é elaborar um diagnóstico, a partir das Bacias Hidrográficas do Rio das Velhas e dos rios Jequitaí e Pacuí, dos sistemas de esgotamento sanitário já existentes; de como é feita a disposição/utilização de subprodutos do tratamento de esgoto; e a identificação das vocações econômicas regionais, para caracterização das possibilidades de aproveitamento dos subprodutos seja na indústria, ou agronegócio, e até mesmo para a implementação de  tecnologias sustentáveis de tratamento, com aproveitamento do efluente tratado, lodo e biogás “Vamos dialogar e trocar informações e experiências que possam contribuir com a pesquisa, além de fazer uma interface do projeto com os trabalhos já realizados por diversos atores estaduais, a fim de obter a contribuição de diversas instituições no desenvolvimento deste trabalho”, explica o coordenador. Ao final do projeto, serão elaborados guias práticos de implementação das soluções apontadas e dos estudos técnicos feitos, que serão disponibilizados aos municípios mineiros.

WORKSHOP

O workshop reuniu técnicos e especialistas de diversos órgãos e entidades que atuam na área do saneamento no Estado como ARMBH, FJP, Emater, Epamig, Fapemig, Feam; IEF Seplag; Semad; Igam; Seda; Seapa; Sede; Sectes, etc., que discutiram e apresentaram suas possíveis contribuições, expectativas e propostas ao projeto, que vai ser desenvolvido de maneira conjunta e compartilhada.

A secretária adjunta da Sedru, Izabel Chiodi, uma das coordenadoras do evento, destacou a importância de se discutir tecnologias adequadas e aplicáveis às diversas realidades de Minas Gerais, que precisam ser tratadas de maneira diferenciadas. “Os números do saneamento no nosso Estado precisam melhorar e só vamos conseguir isso se enxergarmos as peculiaridades de cada região, cada bacia, cada meio urbano ou rural e aplicarmos soluções viáveis a cada um deles. E esta parceria que estamos consolidando, nos traz muita esperança porque tem essa visão”, conclui a secretária.

FONTE: Asscom / Sedru

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