25/10/2016 às 07h39min - Atualizada em 25/10/2016 às 07h39min

Parceria Rede Gado Bom do BASA é sucesso na produção de animais F1 em Cachoeiro de Itapemirim

Por Kalon Moraes
O Sítio dos Sonhos de propriedade do professor e advogado Dr. Wesley de Oliveira Louzada Bernardo, localizado em Duas Barras no município de Cachoeiro de Itapemirim no estado do Espírito Santo, está tendo liquidez de 100% da produção de animais F1 do Programa Rede Gado Bom das Fazendas do BASA. Em conversa com o produtor rural apaixonado por “gado bom”, Dr. Wesley nos revela, que em apenas 10 anos na atividade rural, já produziu muito gado de leite de genética superior (Gir Leiteiro e Girolando), e que a marca JGG é uma homenagem a seu filho José Gabriel Guimarães.

     Em entrevista concedida a equipe de reportagem, o produtor rural Wesley Louzada compartilha um pouco de sua experiência no agronegócio, e afirma: “As pessoas só não investem, quando não conhecem a qualidade do produto”.
 
Há quantos anos é produtor rural e qual a principal atividade?
-Há 10 anos, e a principal atividade é a criação de gado de leite de genética superior (Gir Leiteiro e Girolando).

Porque a escolha desta raça?

-A genética sempre fascinou. Ao conhecer a fundo o projeto das Fazendas do Basa de fazer um Girolando de genética superior a partir do melhor Gir Leiteiro do mundo, foi “amor à primeira vista”. Liquidei todo o plantel que tinha até então, de gado girolando muito bom para perseguir a tarefa de fazer um gado girolando excelente, além, é claro, de selecionar a base de tudo, o Gir Leiteiro. A parceria com as Fazendas do Basa, assim, nasceu naturalmente, de uma comunhão de interesses e, principalmente, por visualizar no Evandro Guimarães e em toda a sua equipe uma seriedade rara de se encontrar em qualquer setor da vida.

Porque a parceria com a Rede de Gado Bom das Fazendas do Basa, desde quando e quantos animais já produziram?
-Fui um dos primeiros – quiçá o primeiro – a aderir ao projeto Rede Gado Bom, isto em 2012. De lá para cá, já foram produzidas, por mim e outros parceiros aqui da minha região, mais de 400 bezerras F1 de alta qualidade. Infelizmente não tenho lactação de nenhuma delas, pois a liquidez do gado é 100%. O que posso afirmar é o recall que tenho dos compradores, que vem de duas formas: primeiro informando que todas as novilhas parem com muito leite na primeira cria, algumas ultrapassando a casa dos 30kg; a segunda voltando a comprar, alguns pela terceira, quarta vez. Este é, a meu ver, o maior atestado da seriedade e da eficiência do trabalho desenvolvido.

É possível fazer uma comparação de antes e depois da produção de animais com a genética do Basa?
-No meu caso, o projeto já iniciou com genética obtida das Fazendas do Basa. Mas os produtores que têm adquirido nossa genética relatam um resultado de aumento da produtividade e redução da idade ao primeiro parto, que trazem ganhos consideráveis. No longo prazo, veremos, com certeza, também uma característica funcional importante no gado que produzimos: a longevidade, pois estas vacas darão, seguramente, mais de uma dezena de crias, importando esta longevidade das doadoras Gir Leiteiro. Temos doadoras Gir Leiteiro no plantel acima dos 18 anos de idade produzindo embriões, característica que por certo será herdada por suas filhas F1.

E quanto ao mercado? Como o senhor analisa o comportamento da economia em relação ao agronegócio e a cadeia produtiva do leite?
-Quanto ao mercado há muitos desafios a serem superados. O leite não remunera condignamente o produtor, que enfrenta muitos desafios e não recebe o suficiente para se manter no negócio com boa rentabilidade. Entendo que enquanto o Brasil não der o salto de tornar-se o maior exportador mundial de leite, assim como fez com a carne, haverá muita dificuldade em encontrarmos um equilíbrio entre todos os elos da cadeia produtiva, principalmente uma boa margem de lucro ao produtor. Por outro lado, creio que quem quiser permanecer na atividade, mesmo com todos os percalços que ela apresenta, tem que investir em genética evoluída, sob pena de não apresentar uma produtividade suficiente a tornar seu negócio viável.

É possível melhorar as políticas públicas de incentivo ao produtor rural? Democratizar esse Programa Rede Gado Bom do Basa, também para o pequeno produtor, o senhor acredita ser possível?
-Acredito que democratizar a genética por meio de políticas públicas e por meio de outros envolvidos na cadeia produtiva, especialmente cooperativas, é possível e, mais, essencial para o prosseguimento do negócio. Exemplo: o ítem “genética”, leia-se embriões, não é financiável por nenhuma linha de crédito oficial. Não consta simplesmente. O produtor financia adubo, cerca, máquinas, implementos, sementes e uma centena de outros itens, mas não pode financiar embriões. Esta fato mostra o quanto há por fazer em sede de democratizar o acesso do pequeno produtor à melhor genética hoje existente.

Em relação a economia local, esse trabalho realizado em parceria com as Fazendas do Basa, alterou positivamente?
-Nosso trabalho hoje não é vender nosso produto, pois ele se vende sozinho. É mudar a cultura, principalmente dos pequenos produtores. É um trabalho de conscientização. Mostrar que se ele quiser ter umas “vaquinhas” para tirar um “leitinho” ele não sobrevive. Que ele pode ter poucas vacas, em estrutura familiar, com uma produtividade não de 3, 4 litros por animal, mas de 20, 25 litros por animal, usando a mesma mão de obra, a mesma área, os mesmos medicamentos, a mesma energia, apenas com um manejo melhor. Este é o trabalho mais relevante.

Fala-se muito que a economia deve voltar a crescer, o senhor acredita que o agronegócio seja um dos setores que dará alento a esse crescimento?
-Nesta crise pela qual o país passa, o agronegócio é o pilar da economia, é o que evitou que a crise se tornasse uma catástrofe. Chega a hora de o Governo Federal voltar os olhos ao campo. Enquanto para implantar uma indústria são necessários milhões de reais para a geração de um emprego, no campo por vezes um trator, 10 vacas, ou seja, um pequeno investimento gera o mesmo emprego. A vocação do Brasil é abastecer o mundo de comida, especialmente proteína animal, seja ela vermelha ou branca.

Ao escolher o Programa Rede Gado Bom do Basa, o senhor demonstrou confiança na competência da equipe técnica das Fazendas do Basa, foi difícil tomar essa decisão?
-A decisão, como antes mencionado, foi fácil e natural. A equipe do Basa é fantástica. Começando do “capitão” Evandro Guimarães, passando pelo Gustavo na área comercial, pelo Simeão e o Luiz Fernando na área técnica e pelos gerentes e tratadores que cuidam do gado e das fazendas. É um time que joga entrosado e que traz muita segurança aos parceiros.

O que o senhor diria a futuros novos parceiros do Programa Rede Gado Bom das Fazendas do Basa?
-É um prazer e uma honra trabalhar em conjunto com as Fazendas do Basa. A liderança do Evandro na pecuária nacional será muito em breve objeto do reconhecimento que ele merece. Parabéns a todos pelo excelente trabalho desenvolvido!

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