27/11/2016 às 20h02min - Atualizada em 27/11/2016 às 20h02min

Colunista do Leopoldinense lança livro “A Fé e os Direitos Humanos”

O Dr. João Baptista Herkenhoff é magistrado aposentado e escritor e mantém sua coluna na versão online do Jornal Leopoldinense

João Baptista Herkenhoff é Juiz de Direito aposentado, professor e escritor.
Nesta obra, João Baptista Herkenhoff nos convida à reflexão sobre o vínculo entre a fé e os direitos humanos. No contexto, o autor nos apresenta a fé, à face do mais variado legado de tradições religiosas presentes na caminhada dos povos, e os direitos humanos, entendidos como direitos de todos os seres, acima de crenças, raças, idiomas, sexo e quaisquer discriminações ou particularidades. Esses direitos não resultam de uma imposição imperialista, ou seja, da vontade de um país. Muito pelo contrário, constituem traço cultural amplo dentro da Civilização Universal.
 
Os Direitos Humanos e os Valores Humanistas estão presentes nas mais diversas tradições religiosas e filosóficas da Humanidade. Eles não são monopólio do Ocidente ou propriedade cristã. As maiores religiões e sistemas filosóficos afinam, nos seus grandes postulados, com as ideias centrais que caracterizam este conjunto de princípios que denominamos "Direitos Humanos”.
         
A Fé é um sentimento de total crença em algo ou em alguém, independente de evidência que comprove a veracidade daquilo em que se crê. Há uma permanente contradição dialética entre Fé e Dúvida, a dúvida questionando a Fé e, em sentido contrário, a Fé apaziguando e aquietando a dúvida.
 
Cada povo tem de ser respeitado na escolha de seu destino e de suas estratégias de viver. O Ocidente repetirá hoje os  mesmos erros do passado se insistir na existência de um modelo único para a expressão e a proteção dos Direitos Humanos.
 
Durante muito tempo, a Igreja Católica, que é a igreja cristã majoritária no Brasil, esteve de costas, não só diante dos direitos humanos, mas diante da própria modernidade. De certa forma, na prática, unindo-se aos poderosos, construindo capelas em fazendas onde os trabalhadores eram explorados, celebrando casamentos pomposos em capelas privadas de famílias ricas e divorciadas do sentimento de Justiça Social, a Igreja abençoava o sistema opressor.
 
As mudanças começaram a ocorrer com a Ação Católica, principalmente com a JUC, e depois com as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). O engajamento de setores de vanguarda da Igreja com a libertação dos oprimidos foi veemente. Por isso implicou na perseguição a vários bispos e no aprisionamento de padres. Cite-se, como expressivo exemplo, Frei Betto, frade dominicano, autor do livro Cartas da Prisão. Nos mais diversos setores da sociedade, nos mais diversos ofícios e profissões, uma etiqueta condenatória marcava os divergentes: subversivo, comunista, conspirador, destruidor da família.
 
Como disse o Papa Francisco: “Os direitos humanos são violados não só pelo terrorismo, a repressão, os assassinatos, mas também pela existência de extrema pobreza e estruturas econômicas injustas, que originam as grandes desigualdades.”



 
 
P. S. – JBH tem ministrado Cursos de Direitos Humanos, de curta duração, no Espírito Santo e fora do Estado.
 
Serviço
 
Título do livro: A Fé e os Direitos Humanos
Editora: Porto de Ideias Editora, São Paulo
Autor: João Baptista Herkenhoff
Número de páginas: 80. Preço: R$ 25,00.
Telefone da Editora: 11. 3884-3814
Telefone do autor: 27. 3389-5661
Email do autor: [email protected]
Homepage da editora: www.portodeideias.com.br
Homepage do autor: www.palestrantededireito.com.br
 
 
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