15/01/2018 às 07h34min - Atualizada em 15/01/2018 às 07h34min

Dengue…tudo aquilo que as autoridades omitem ao cidadão, sabe-se lá o porquê!!!

Pedidos de desculpas pela ocorrência da epidemia no Brasil, soam como piada de péssimo gosto. Desculpa não cura nem ressuscita ninguém. Morreu, acabou!

Dr. Gilvan Barbosa Gama

Tanto a dengue é suprapartidária como a sua solução, a nível de tratamento profilático e clínico, é elementarmente simplória. A primeira ideia é endereçada aos políticos; a segunda, às nossas autoridades da Saúde, que são pródigas em produzir desculpas quando se omitem e não avalizam o óbvio que deveria ser uma vacina com no mínimo 90% de resposta à patologia.

Pedidos de desculpas pela ocorrência da epidemia no Brasil, soam como piada de péssimo gosto. Desculpa não cura nem ressuscita ninguém. Morreu, acabou.

É importante também lembrar que ensinar aos adolescentes a abandonar bermudas e chinelos para evitar a picada do mosquito nas pernas, da mesma forma chega-se à comicidade. Se o mosquito não alça voo acima de um metro e meio, por que então cobrir as caixas de água que estão nos telhados muito acima de metro e meio?

Sugiro que as autoridades da Saúde deixem de lado a discussão sobre o sexo dos anjos, e sobre a época do cio das ostras do mar de coral, e façam um ensaio terapêutico sério com o extrato de própolis das abelhas, que está mais próximo como solução que as vacinas que ainda não foram desenvolvidas, tudo isso, para que constatem aquilo que já não é mais novidade em algumas regiões africanas. Usam por lá a própolis das abelhas no tratamento profilático e clínico tanto da dengue quanto da malária.

Diante deste quadro caótico e nada animador, proporcionado pelas nossas autoridades sanitárias, toda e qualquer solução medicamentosa com comprovada eficácia contra à dengue e a malária, vinda de onde vier, será aceita de bom grado, com a urgência que a situação requer.
Como de costume, e sem falta, durante o verão de 2018, teremos na região sudeste, mais uma epidemia de dengue. Se tal acontecer, rogo ao grande arquiteto que nos proteja. A Saúde terá que salvar vidas a qualquer custo, visto que a cepa de 2018, virá ainda mais perigosa que a de 2016. Só então, depois de tratada a dengue, argumentaremos sobre a validade científica deste ou daquele fármaco que se usou como resposta terapêutica.

É bom lembrar ainda que a saúde precisa muito mais da humildade profissional neste momento que da arrogância acadêmica de alguns pós-graduados em febres tropicais que até a presente data falaram um monte, prometeram o mundo e o fundo e de prático e de sano nada apresentaram.

Doutores, onde está a vacina contra a dengue prometida para 2011 e que foi adiada para 2017? Há promessa de uma nova para 2018 com 100% de resposta imunológica. Por onde ela anda? Chega de confundir a população. Quem está levando dinheiro com estas falsas promessas sanitárias?

Dr. Gilvan Barbosa Gama, Piúma ES, Telefone (28) 3520-1211
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