29/04/2021 às 09h56min - Atualizada em 29/04/2021 às 09h56min

A Fé na concepção de vários povos e culturas

O homem é templo do Espírito Santo, na visão cristã.
 
É vigário de Alá, na concepção islâmica.
 
É imagem do Senhor Todo Poderoso, na tradição judaica.
 
É filho do Sol, na crença dos Povos Indígenas do mundo.

Tem direito à plena realização de sua natureza humana, dentro de uma sociedade pacífica e perfeita, como prega o Budismo.
 
É marcado pelo sopro dos orixás, a divindade que se esconde na linha da ancestralidade sem fim, na tradição africana que veio a constituir o rico patrimônio humano e cultural afro-brasileiro.
 
O Taoísmo vê a vida dentro da idéia de que os seres humanos são um prolongamento do Princípio Único Imortal (Tao).
 
A vida e a morte são aparentes.
 
Os seres provêm do Princípio Imortal e a ele retornam.
 
Jesus Cristo definiu sua missão como uma missão de vida:
 
Eu vim para que vocês tenham vida e a tenham em abundância.
 
Jesus Cristo não disse – para que vocês, meus seguidores, tenham vida.
 
Se Jesus não restringiu, quem somos nós, imperfeitos, falhos, pecadores para ter a audácia de restringir.
 
Parece-me que os diversos troncos religiosos, com palavras diferentes, proclamadas por profetas que irromperam no seio do povo,
 
não destoam deste princípio fundamental – a Dignidade de todos os seres humenos, acima de sexo, raças, crenças religiosas, preferências políticas etc.
 
Se houver compreensão das diferenças, abolição da pretensa vaidade de ser dono da verdade, a Humanidade poderá ser mais feliz.
 
A toleräncia, a renúncia ao absurdo direito de deter conhecimento, sabedoria, luz - é um imperativo para que haja paz, convivência entre povos diferentes, culturas diferentes, concepções religiosas, filosóficas, políticas diferentes.
 
João Baptista Herkenhoff
Juiz de Direito aposentado
Email – jbpherkenhoff@gmail.com

 
P. S. - É livre a publicação deste artigo em jornais.
 
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