20/10/2014 às 09h10min - Atualizada em 20/10/2014 às 09h10min

Nós limitamos a nossa cidadania ao voto?

Muitos de nós fomos levados a crer na ideia de que o nosso voto vai mudar o país. Hoje mais cedo estava conversando sobre isso com uma amiga e gostei muito das colocações que ela fez. Voto não resolve nada sozinho. Na verdade, é bem cômodo uma pessoa dizer que ao votar nas eleições ela cumpre seu papel de cidadã.

Nosso papel de cidadão deve ser cumprido todos os dias e não a cada quatro ou dois anos. Se eu voto e entrego toda a responsabilidade para um grupo de indivíduos eu estou cumprindo pela metade o meu papel. Quando elejo um candidato eu preciso estar sempre verificando se ele está realmente cumprindo com responsabilidade as atribuições do cargo que ocupa. Na minha cidade eu devo estar atenta àquilo que a comunidade precisa, devo cobrar dos vereadores e do prefeito prioridades, devo participar de debates, assistir reuniões de conselhos. Enfim, mostrar que como parte da sociedade civil eu estou atenta ao que ocorre ao meu redor.

Pode ser que as coisas não mudem tão rápido quanto eu gostaria, mas se a comunidade não estiver presente, não se fizer ouvir, se não for vigilante, a cada quatro anos eu vou estar de frente a uma urna para escolher um ou mais candidatos que irão representar apenas a minha inércia.

Um desabafo final: este ano eu votei com apenas uma certeza, a de que está cada vez mais difícil escolher quem deve me representar porque enquanto a sociedade não se manifestar e cobrar mais seriedade dos nossos políticos, vai ser cada vez mais raro encontrar pessoas sérias e comprometidas em quem eu possa confiar a direção do meu pais e  bem estar do meu povo.

(*)Professora e membro da ALLA-Academia Leopoldinense de Letras e Artes

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