08/12/2024 às 10h26min - Atualizada em 08/12/2024 às 10h13min

Presidência da Câmara: Bernardo ou José Augusto?

Quem será o futuro presidente da Câmara?

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Paulo Lúcio Carteirinho
*Foto: Registro de campanha - TRE

Quem será o futuro presidente da Câmara? Nos bastidores políticos dois nomes se destacam: Bernardo e José Augusto. Os nomes de Gilmar Pimentel e  Roney  não se falam mais. Dos demais vereadores continuam sem serem citados. Pode ser que até janeiro o cenário mude, mas até o momento a disputa está entre os dois: Bernardo e José Augusto. 

José Augusto tem ao seu favor a experiência, vai para o  terceiro mandato, é o atual líder do governo na Câmara e foi presidente da casa no primeiro biênio.  
Bernardo vai para o  segundo mandato, além da experiência que teve nesse primeiro mandato, tem ao seu favor seu sobrenome. É filho de Bené Guedes, a segunda maior liderança política da cidade: ex-secretário de governo, ex-vereador, ex-prefeito e ex-deputado estadual.

Bernardo e José Augusto fazem parte da base do governo. Ambos tentam apoio do prefeito Pedro, afinal,  sabem que normalmente ganha aquele que o prefeito apoiar. Como dizia Raul Seixas na música “Meu amigo Pedro”: “Pedro onde você vai eu também vou”.  

Falando no prefeito,  parece que  já entrou em cena, mas vem fazendo isso com muito cuidado de modo não criar rupturas no governo. Tenta evitar uma disputa  e criar uma chapa de consenso.

Dificilmente terão duas chapas, um disputando com o outro. Quando o voto era secreto isso ocorria com mais frequência, afinal,  alguns podiam trair e ninguém ficava sabendo quem era, até sabia, mas não tinha como provar.

Desde a criação do  voto aberto  a votação para presidência da Câmara vem sendo  chapa única. Até porque, é matemática, ganha aquele que conseguir oito votos, metade mais um. Dessa forma, quem consegue os oito acaba conseguindo os votos dos demais, ganhando por unanimidade.

Sabendo disso, Bernardo e José Augusto tentam chegar aos oito votos e acabar logo com esse assunto.   Para isso vão negociando, inclusive com a oposição, que tenta aproveitar dessa briga entre membros do governo para se fortalecer, até para mostrar que tem oposição. Logo, dificilmente a oposição irá apoiar o candidato indicado pelo governo, afinal, querem um Legislativo independente.

O grande problema é que a oposição não têm votos suficientes para ganhar, dessa forma, precisará de compor com governistas e essa aproximação de gente do governo com a oposição não é bem vista pela situação, ainda mais se por ventura vier a ganhar do indicado pelo prefeito.

Ninguém quer contrariar o prefeito, até porque, ele mostrou que tem apoio popular, ganhou com 87% dos votos. Porém, já tem olho no futuro, gente de olho na cadeira de prefeito em 2028. Outro fato que desperta interesse nessa disputa é o nome nas placas. Nos próximos anos muitas obras serão entregues e o nome do presidente da Câmara estarão nelas. Além do mais importante: poder.

O prefeito  terá problemas para conter o ego de alguns de modo manter uma base unida. A votação da presidência da Câmara será o primeiro teste de fogo. Pode ser um tiro certeiro como também um tiro no pé.
 
 
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