O presidente dos E.U.A., Donald Trump, colocou em prática o tarifaço contra o Brasil, taxando alguns produtos brasileiros em 50%.Vale destacar que uma lista enorme de produtos brasileiros, cerca de 700, ficaram insetos da taxação. Logo, tivemos um recuo do presidente americano.
Essa taxação vem sendo muito criticada mundo a fora, inclusive, pelos próprios americanos, afinal, a justificativa do presidente americano não faz nenhum sentido. Trump taxou o Brasil por não concordar com as decisões da justiça e as leis brasileiras, principalmente, ações contra o ex-presidente Bolsonaro.
A respeito das leis, vale destacar que quem aprova as leis é o congresso, que sempre foi maioria de direita. Dos 513 deputados atuais, a esquerda mal tem 100. Enquanto o PT tem 63 deputados e 9 senadores , o PL tem 81 deputados e 14 senadores. A grande maioria do congresso é formada deputados e senadores de partidos de direita.
O mesmo vale para o judiciário brasileiro que também é formado por maioria de direita. Ser juiz é algo difícil no Brasil, muito disputado, até por conta do altos salários e benefícios. Nossos juízes não são pretos, pobre e favelados, são quase todos brancos de classe média, que é maioria de direita.
Chega ser cômico, a direita reclamar de leis aprovadas pelo congresso e das decisões do judiciário que são de maioria de direita.
Vale destacar que o Brasil é uma república. Inclusive o nome completo do Brasil é: República Federativa do Brasil. O modelo da república do Brasil foi inspirado na própria Independência dos E.U.A. (1776) e na Revolução Francesa (1789), criando os Três Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário.
Dentro da república, os poderes são independentes e harmônicos entre si. O presidente não pode interferir no judiciário, e vice e versa. O mesmo vale para o Legislativo. Quando um poder passa por cima do outro, fere a autonomia dele, inclusive, muitas das vezes isso acaba em Golpe e temos vários casos no Brasil: 1889 (Marechal Deodoro), 1891 (Marechal Floriano), 1930 (Getúlio Vargas), 1937 (Getúlio Vargas), 1946(militares), 1964 (militares) e 2016 (deputados). Fora as diversas tentativas fracassadas, como destaque para a de 8 de janeiro de 2023 e a de 1955 em que Carlos Luz participou.
Justamente devido esses vários golpes, em especial o da Ditadura Militar, que durou 21anos (1964-1985), é que nossa República virou essa bagunça de hoje. Os militares se apropriaram do Executivo e anularam os poderes Legislativo e Judiciário, inclusive fechando o Congresso e o SFT, trocando ministros, cassando mandato de deputados e senadores - inclusive matando alguns, como Rubens Paiva-, perseguindo, exiliando, acabando com partidos, implantando o bipartidarismo, proibindo eleições, elegendo por conta própria representantes... .
No período da Ditadura Militar o Executivo teve superpoderes. Quando ela acaba, uma nova Constituição é feita (1988), o Legislativo e Judiciário invertem e passam a eles terem superpoderes, como forma de impedir novos golpes por parte de grupos que tentem apropriar do Executivo de forma ilegal e implantar uma nova ditadura. Por isso o golpe de 2023 deu errado, pois os outros poderes estão fortalecidos, principalmente o Judiciário.
Os ataques de Trump fortalecem ainda mais o poder Judiciário, principalmente, Alexandre de Moraes. Afinal, estamos vendo uma tentativa de interferência internacional na justiça brasileira, ferindo nossa soberania e isso é inadmissível. Inclusive, o próprio Lula está sendo fortalecido nesse caso, afinal, o Brasil está sendo vítima de um ataque externo, o qual faz com que o Legislativo, os empresários e próprio povo ficarem do lado do presidente, contra a inteferência internacional. O Brasil é dos brasileiros!
Trump não vai conseguir definir as leis que devemos ter, miuto os julgamentos de nossa justiça. Ele pode até taxar as bananas brasileiras, mas não irá transformar o Brasil em República de Bananas. E o grupo político do bananinha será o grande prejudicado nessa história toda.